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 12/04/2017   15:18 

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Estação da Arte traz escritor de amor pantaneiro

O jornalista e escritor Rui Matos foi o entrevistado desta quarta-feira no programa Estação da Arte, da radio web do Tribunal de Justiça, apresentado pela jornalista Cristina Azevedo e a radialista Maíra Matos da estação TJ.
 
O escritor, nascido em Rondonópolis, mas que se diz cuiabano de coração conta que foi conhecendo os fatos históricos de Mato Grosso que buscou inspiração para começar a trilogia.
 
O primeiro livro, “Agnus Dei - No Mar de Água Doce”, é inspirado na história de dona Doninha de Poconé. “Foi uma personagem que viveu no começo da década de 30 no Município de Poconé, uma mulher que teve expressão política. Ela foi capa de jornal em Mato Grosso durante três anos, teve publicidade nacional. Chegou a influenciar a eleição de Getúlio Vargas no Estado. Uma mulher que foi perseguida, presa e só não foi assassinada como aconteceu com o marido dela, um vaqueiro misterioso que apareceu no Pantanal”, conta o jornalista.
 
Na obra, Doninha se apaixona pelo vaqueiro. “Eu me inspirei nessa história de amor para escrever o romance. O livro não tem traços específicos de dona Doninha e o vaqueiro Odário, mas eu pego a história de amor dos dois, o sentimento profundo e a paixão imediata”, explica Rui Matos, que qualifica o livro como um romance histórico regional.
 
Esse primeiro livro de Rui Matos foi lançado em 2015 e rendeu ao escritor até uma premiação. O jornalista participou de um concurso com 170 inscritos de todo o Estado e foi escolhido entre os 10 selecionados, recebendo a premiação de livro revelação. “Foi uma grata surpresa e é um desafio que deve ser continuado. Também serve para estimular outros jornalistas que têm certa vivência e também habilidade com a literatura, podendo transformar histórias bonitas em livros”.
 
O segundo livro da trilogia é vivenciado em São João Del Rei e tem como título “Chamado ao Pecado”. “É o avesso do primeiro livro que é politicamente correto”, explica Rui. Sobre o terceiro livro, o escritor explica que é uma história com personagem, (o neto do filho do vaqueiro que nasceu no primeiro livro). O autor conta que esse personagem volta para fechar a história no Pantanal e encontra um local degradado, totalmente diferente do Pantanal romântico, cheio de lixo. “Essa história vai se chamar “Ribeirinho de Rio Seco”. A ciência mostra que o futuro será assim, se a gente não cuidar. Vou explorar essa questão ambiental no terceiro livro na forma de romance. Quero mostrar a tragédia de uma maneira bonita”, explicou.
 
No fim da entrevista, Rui Matos destacou a oportunidade recebida pelo Tribunal de Justiça para divulgar o seu trabalho e de outros artistas mato-grossenses. “Há décadas, o Tribunal de Justiça vem trabalhando com essa filosofia de levar o Judiciário até à sociedade, até o bairro, ao Pantanal e às regiões isoladas como o projeto Ribeirinho Cidadão”, concluiu o escritor.
 
Mára Santos/Otimar Oliveira (F5)
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