Fórum contribui para o desenvolvimento de Cuiabá
Expedições de bandeirantes em busca de ouro marcaram o início da história de Cuiabá ainda no período colonial, por volta do século XVII. O Município foi fundado em 8 de abril de 1719 por Pascoal Moreira Cabral, bandeirante da cidade de Sorocaba, interior de São Paulo. Neste sábado, Cuiabá comemora 298 anos de muitas conquistas. Conhecida por abrigar um povo hospitaleiro e acolhedor, a capital mato-grossense tem hoje, de acordo com dados do Instituto de Geografia e Estatísticas (IBGE), quase 600 mil habitantes. O comércio e a indústria se destacam entre as principais atividades econômicas do município.

Pela contribuição dada ao desenvolvimento de Cuiabá, a história do Judiciário Estadual tem relação forte com a história da capital. Segundo a Corregedoria-Geral da Justiça, o registro mais antigo da criação da comarca é a Lei 67, de 04 de março de 1937. A diretora do Fórum, juíza Edleuza Zorgetti Monteiro, faz questão de lembrar o início desta história.
“Em Cuiabá, teve período que os feitos criminais e cíveis tramitavam em locais separados, pois o Fórum estava dividido em dois lugares ao mesmo tempo”, conta a magistrada. Só em 2.005, as duas competências se juntaram, quando foi inaugurada em 28 de fevereiro daquele ano, a nova sede do Fórum de Cuiabá, no Centro Político Administrativo.
Hoje, a Comarca da Capital conta com cerca de 600 servidores, mas a juíza diretora do Fórum explica que se levar em consideração os contratados, estagiários e credenciados, o número de colaboradores do Fórum chega a 1.300. De acordo com a gestora-geral do Fórum, Giselda Rosa Fernandes Silva Spínola, estão instalados no complexo 2 juizados especiais cíveis, 16 varas criminais, 11 varas cíveis, 16 varas especializadas. Ainda fazem parte do Foro de Cuiabá, outros oito juizados, instalados em outros prédios. Ela afirma ainda que estão em tramitação cerca de 240 mil processos. “Estamos na capital, portanto não tem nenhuma vara com menos de 2 mil processos. Estes números representam um Judiciário atuante. Significa que as pessoas procuram e acreditam na nossa Justiça, por isso que a demanda é grande. Quem socorre o jurisdicionado é o Judiciário”, enfatizou a diretora.
Ao falar sobre os avanços tecnológicos, Edleuza Zorgetti lembrou o tempo em que os processos eram escritos na máquina manual. “Depois veio a máquina elétrica e em seguida o computador. Mesmo físicos, os processos começaram a ter andamento em softwares até chegar aos dias de hoje, em que os processos podem tramitar exclusivamente no formato virtual, com a adesão do Processo Judicial eletrônico (PJe). Esta modernização agiliza o trabalho, dá mais celeridade, visibilidade e transparência à Justiça Estadual. O Judiciário cresce cada dia mais com o avanço da tecnologia e isso reflete no crescimento da cidade”, lembrou a magistrada. 
O servidor Manoel Cipriano dos Santos é um dos mais antigos no Fórum de Cuiabá. Ele tem 69 anos de idade e se aposentou há pouco mais de dois anos, mas o amor que nutre pelo Judiciário o fez voltar ao trabalho no setor de protocolo. Seu Neco como é mais conhecido afirma que não conseguiu ficar longe da função que exerceu por mais de 35 anos. “Tenho um amor muito grande pelo que faço. Minha chefe e meus colegas de trabalho me ajudam muito. Ia ficar doente se não estivesse aqui trabalhando”, afirma o servidor.
Mára Santos
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