Avanços marcam 143 anos do TJMT
Num cenário onde os avanços tecnológicos são cada vez maiores e as inovações configuram como importante instrumento de contribuição para o aprimoramento das rotinas de trabalho, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que completa 143 anos de existência nesta segunda-feira (1º de maio) passou por grandes transições em sua estrutura operacional por meio do progresso da tecnologia.Muitos desses procedimentos inovadores são alinhados e determinados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Nesse processo de modernização, o marco evolutivo se deu através do planejamento estratégico, que resultou no plano de ação que hoje delimita as ações de prestação jurisdicional.
Nesse contexto o presidente do TJMT, desembargador Rui Ramos Ribeiro comparou do número de processos julgados antigamente e na atualidade, além das questões relacionadas à sustentabilidade aderidas pelo Poder Judiciário de Mato Grosso. “Se julgava meia dúzia de processos ao longo do ano, hoje julgamos imensamente mais. Temos o Processo Judicial Eletrônico, os fóruns autossustentáveis, amigos da ecologia e com acesso às pessoas com deficiência visual, por exemplo. Tudo mostra uma reação estupenda, astronômica da forma como melhoramos”, afirma.O desembargador falou das dificuldades que existem, principalmente pela vasta área territorial do nosso Estado. Dificuldades essas, segundo ele, naturais principalmente devido ao alcance e velocidade da internet nas mais variadas comarcas, com relação ao PJe. “Mas tenho absoluta certeza que estamos desenvolvendo um trabalho muito bom e estamos muito bem preparados e estruturados. Temos muito a comemorar e é uma grande alegria participar e compor o Poder Judiciário de Mato Grosso”.
Evolução - Servidores com mais de dez anos de casa recordam como era a rotina de trabalho quando ainda sequer se pensava, por exemplo, em ambientes virtuais que hoje acomodam as peças jurídicas e também os processos que tramitam no judiciário.
O Processo Judicial Eletrônico (PJe), sistema de automação dos processos judiciais que permite a tramitação dos feitos de forma eletrônica é hoje uma realidade sem volta. A coordenadora judiciária, Karine Moraes Giacomelli de Lima, que atua há 17 anos no TJMT, lembra que quando ingressou no Poder Judiciário jamais imaginaria que hoje os processos fossem manuseados por meio desta ferramenta eletrônica. “Percebemos um crescimento em todos os níveis, desde o estrutural até na forma de como se fazer gestão. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso cresceu muito com as inovações tecnológicas. O PJe está revolucionando tudo. É uma nova realidade, uma nova cultura”, comenta.
Ela avalia essa evolução de forma muito positiva, pois houve um crescimento em relação a gestão financeira, de pessoas, projetos e de planejamento, com grande investimento do tribunal, principalmente na área tecnológica. “Temos mudado a forma de prestar os nossos serviços. O PJe é prova disso. Quando nós trabalhávamos apenas processos físicos, carregando-os, tínhamos numeração de páginas para fazer, era outra realidade. Essa evolução vem mudando a rotina de trabalho dos servidores do Poder, dos advogados e das partes que consultam os processos de suas próprias casas ou escritórios. Evolução tecnológica que proporcionou, consequentemente uma prestação jurisdicional mais ágil e célere e eficiente”, afirma.Outra questão pontuada pela coordenadora está relacionada ao servidor, que ao longo do tempo tornou-se mais participativo e atuante na gestão. “A gente vê a divulgação dos projetos do tribunal, qual o prazo para o cumprimento de cada um deles, como o tribunal quer estar no futuro, qual a missão dele. Isso envolve as pessoas que trabalham aqui. Essa forma de gerir, essa gestão participativa faz com que os servidores sintam-se responsáveis pelo produto que estamos entregando à sociedade. O tribunal cresceu muito e com isso o número de servidores e a demanda é muito maior que há alguns anos”, acrescenta.
DJE- Desde 2008 as matérias administrativas e judiciais do Poder Judiciário de Mato Grosso são publicadas no Diário da Justiça Eletrônico (DJE). Antes desse período, as publicações eram feitas na Imprensa Oficial do Estado de Mato Grosso (Iomat), pagando por espaço. Esta foi uma revolução muito grande e que trouxe acesso mais fácil, seja por computadores, smartphones e tablets. A partir de fevereiro de 2017 os cadernos do DJE foram divididos em quatro para facilitar a busca do usuário. Esses avanços constituem uma condição essencial para a legitimação e fortalecimento dos trabalhos, mantendo a importância da tradição do Poder Judiciário, com uma forte aliada, que é a modernização. O foco é um só: garantir uma melhor prestação jurisdicional.
Dani Cunha/Fotos: Otmar de Oliveira (F5)
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