CGJ-MT encerra inspeções nas unidades prisionais
A Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT) encerrou a etapa de inspeção nas unidades prisionais e de entrevista com a população carcerária do Estado, realizadas durante o Aprimoramento Processual da Justiça Criminal, de fevereiro a maio deste ano. A Cadeia Pública de Várzea Grande – conhecida como Capão Grande – e o Centro de Ressocialização Agrícola das Palmeiras foram os últimos vistoriados pela desembargadora corregedora Maria Aparecida Ribeiro e pela juíza auxiliar da CGJ-MT Ana Cristina Silva Mendes, coordenadora da ação, no dia 17 de maio (quarta-feira).
Na Cadeia Pública de Várzea Grande, a equipe da CGJ-MT foi recebida pelo diretor Luiz Gonzaga Coelho e conheceu a área administrativa (incluindo enfermaria, salas para atendimento médico, odontológico e psicossocial), a cantina, os três raios, salas de aula e quadras para banho de sol. Maria Aparecida Ribeiro destacou a melhora da unidade. “Em 2009 estive aqui como juíza auxiliar da Corregedoria e hoje percebo que o Capão Grande está bem melhor”, afirmou. A corregedora ainda parabenizou o diretor pela gestão, especialmente pela limpeza interna e externa. “Que continue assim”, desejou.
Ao deixar a unidade, a comitiva seguiu para o Centro de Ressocialização Agrícola das Palmeiras, localizado no município de Santo Antônio de Leverger. Acompanhados do engenheiro agrônomo e agente prisional Pedro Marques de Almeida Júnior, que coordena a unidade, os representantes do Poder Judiciário conheceram a colônia agrícola, as casas, as plantações e parte dos 650 hectares da área. De acordo com a Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), a unidade tem capacidade para 100 recuperandos e atualmente é ocupada por 13.
Os reeducandos são selecionados por meio de um detalhado estudo do perfil psicológico, social, criminal e análise de aptidão agrícola. Eles ajudam na manutenção da unidade, realizando tarefas como limpeza de pátios e reparos de cercas, e trabalham no cultivo da mandioca e do milho. Segundo o diretor, o objetivo é incentivar, qualificar e dar condições para que no futuro os egressos permaneçam no campo e não migrem para as cidades. Na avaliação da desembargadora, o centro de ressocialização precisa de reforma e de limpeza.
O secretário adjunto de Administração Penitenciária, Emanoel Flores, se comprometeu a melhorar a estrutura, verificar a possibilidade de usar a mão de obra de reeducandos do Centro de Ressocialização de Cuiabá (CRC) na reforma das casas e cobrir a quadra para transformá-la em um espaço multiuso. Leia mais
Ana Luíza Anache
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