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 22/05/2017   18:07 

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Especialista da Abin fala de segurança orgânica

 
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por meio da Escola dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso, alertou os coordenadores do Poder Judiciário sobre o tema ‘Segurança Orgânica’. O curso começou na sexta-feira (19 de maio), quando a aula foi ministrada pelo oficial da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Daniel Almeida. A capacitação, com 44 horas/aula, continua a ser ministrada entre os dias 22 e 26 de maio para os coordenadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.
 
Na oportunidade o agente abordou definições e estratégias para proteger, minimizar e agir rapidamente em caso de quebra na segurança. No conteúdo da capacitação constam: conceito e fundamentos de inteligência; segurança das comunicações e da informática; segurança da documentação e do material; segurança dos recursos humanos; segurança das operações; segurança das instalações; conceitos e fundamentos de contraterrorismo; visita técnica; e plano de segurança orgânica.
 
De acordo com o especialista da Abin, o objetivo do curso foi sensibilizar e dar algumas ferramentas para que o servidor possa se defender dos ataques contra informações privilegiadas. “O servidor público trata de uma série de documentos que são sensíveis e que devem ser restritos. Portanto, esses documentos não podem cair em mãos erradas. Esse sentimento de alerta é preciso ser relembrado e nunca esquecido dentro das empresas e instituições públicas como o Poder Judiciário. Existem técnicas para se obter determinada informação, portanto o servidor precisa se preparar para não se tornar vulnerável a esse tipo de ataque e evitar danos à sociedade”, ponderou.
 
Além disso, Almeida explicou que a segurança orgânica não se trata apenas da segurança de dados de Tecnologia da Informação (TI). “Segurança orgânica consiste no conjunto de procedimentos, atitudes e comportamento destinados a proteger os ativos institucionais. A segurança orgânica está dentro da contrainteligência e tem por objetivo detectar e obstruir qualquer acesso indevido”, comentou.
 
Por fim, o especialista alertou para o atual nível de insegurança de dados sigilosos. “O mundo tecnológico vive uma corrida para fazer frente às ameaças dos hackers. Os programas de bloqueio como firewall estão se desenvolvendo em proporções incríveis e até com recursos militares. Por conta disso é imprescindível que os servidores tenham acesso, nesse curso, a atitudes que reduzem muito as situações de risco. Não apenas da área de TI, mas da segurança física do Tribunal. E um curso curto, mas o ponto de partida para combater essas ameaças”, concluiu.
 
Ulisses Lalio/Fotos Tony Ribeiro (F5)
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
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