Humorista fala de seus personagens na Estação TJ
O ator e humorista, Eduardo Butakka foi o entrevistado dessa quarta-feira no programa Estação da Arte da Rádio Web do Tribunal de Justiça. O papo descontraído foi com a jornalista Cristina Azevedo e a radialista Maíra Matos.O talento do ator mato-grossense foi demonstrado ao ser selecionado para participar do maior concurso de humor do país: o Prêmio Multishow de Humor 2017. Durante a entrevista, o humorista contou um pouco das conquistas e carreira dele.
Integrante da Companhia “Pessoal do Ânima”, que desde 2003 roda o país com a peça “Segredos de Liquidificador”, Eduardo Butakka tem uma carreira versátil. Além de dar vida ao Espantalho na peça “O Mágico de Oz”, o ator tem também personagens conhecidos como a sexóloga Penélope, a Janayara, que é uma menina comum em busca de um romance e amigos e uma cantora excêntrica chamada Bebela.
No momento, o ator se prepara para a estreia de um novo espetáculo, “Se perguntarem, não fui eu”, peça solo, que mistura stand up tradicional com outros números.
A peça entra em cartaz nos dias 13 e 14 de maio e reúne cinco personagens. “Muitos espetáculos que eu faço, vêm da minha peça “Segredos de Liquidificador”. Nesta peça, eu começo justamente com essa questão: se perguntarem não fui eu, porque eu conto um pouco da minha história, as desventuras que me tornaram ator. Para mim nunca foi suficiente ser um só, preciso ser vários”, explica o humorista.Nesse espetáculo, depois de entrar de cara limpa, Butakka encenará cinco personagens: a sexóloga Penélope, que fala sobre tudo, a socialite Liegy, que fala do universo dela dentro de uma bolha, a Janaiara, que é a sonhadora e tem ainda uma ex-professora que largou a sala de aula para virar funkeira por não se sentir valorizada em sala de aula e a cantora excêntrica que fala sobre vidas transcendentais, abduções e extraterrestres.
Sobre o espaço concedido pelo Tribunal de Justiça por meio da Rádio Estação TJ, o ator afirmou que é uma oportunidade única. “É um oásis, porque o cenário artístico precisa ser fomentado. Quando se encontra um espaço como esse em que você pode falar do seu trabalho é louvável, me sinto lisonjeado pelo convite", agradeceu.“Temos hoje as redes sociais que acabam ajudando na divulgação do nosso trabalho, mas particularmente preciso da mídia tradicional, porque é ela que nos aproxima ainda mais do nosso público”, acrescentou Eduardo Butakka.
Mára Santos
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