Audiência Pública debate Zona de Fronteira
A Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT) realiza uma audiência pública para debater “Zona de Fronteira – Tráfico de Drogas e o Crime Organizado”, dia 4 de agosto, no auditório da Unemat, em Cáceres (225km de Cuiabá). O objetivo é ouvir e debater com a sociedade, poderes constituídos e entidades, políticas públicas e ações preventivas e repressivas de combate a essas práticas criminosas, bem como levantar sugestões para uma atuação mais efetiva dos agentes envolvidos nesse trabalho. Para planejar a organização do evento, a CGJ-MT já promoveu duas reuniões com os órgãos parceiros da iniciativa e, em breve, divulgará o regimento que disciplina a metodologia e a forma de participação popular. A reunião desta segunda-feira (3 de julho) foi conduzida pela corregedora-geral da Justiça, desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, e contou com a participação de representantes do Poder Judiciário Estadual, Poder Legislativo Federal, Estadual e Municipal de Cáceres, Exército, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Secretaria de Estado de Segurança Púbica (Sesp), Grupo Especial de Fronteira (Gefron) e Delegacia Especial de Fronteira (Defron).
Os participantes aproveitaram a reunião para relatar o trabalho já executado pelos órgãos. A delegada regional de Cáceres, Cinthia Gomes da Rocha Cupido, titular da Defron, ressaltou a importância da investigação e falou da atuação em parceria com o Gefron para atendimento às ocorrências na região de fronteira. A delegada argumentou que não basta recuperar os carros roubados na fronteira, por exemplo, e sim trabalhar para coibir os grupos criminosos que atuam nos roubos e furtos de veículos e cargas.
“Sabemos que hoje o tráfico de drogas é o maior câncer da sociedade, que a área de fronteira de Mato Grosso é muito extensa e precisa de reforço em muitos pontos. Assim, vamos promover uma discussão visando o combate à criminalidade e ao tráfico, além da promoção de uma cultura de luta contra o crime organizado. Quando se busca verdadeiramente soluções, precisamos primeiro conhecer do que estamos falando, saber o que é preciso mudar e colher a opinião daqueles que são alvo do trabalho prestado”, enfatizou a juíza auxiliar Ana Cristina Mendes.
Ana Luíza Anache | Fotos: Otmar de Oliveira (Agência F5)
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