Ex-corregedora é homenageada e galeria inaugurada
“É uma grande alegria esse carinho, esse abraço, a placa, a foto e as flores, isso faz bem ao coração. O trabalho à frente da Corregedoria é um tempo, e você verá isso minha irmã, um tempo muito especial da nossa carreira. Certamente foi o período no qual eu mais cresci como profissional e no qual eu pude me dedicar com mais intensidade à melhoria das atividades do Judiciário. Trabalhamos incansavelmente, incessantemente, mas com muita alegria por ver o Poder Judiciário andando. As pessoas dizem que a CGJ é o coração do Judiciário, mas eu penso que ela é o cérebro, a coluna. Aqui pensamos e daqui saem as grandes decisões capazes de fazer a instituição cada vez mais próxima do seu fim, que é a promoção da justiça social”, afirmou Maria Erotides Kneip.
Para Aristeu Vilella, o quadro na galeria imortaliza a ex-corregedora. “A fotografia fica para a posteridade, para que todos saibam o que ela representou e continua representando para o Judiciário, e para que agradeçam por isso”, considerou. Luiz Octávio Oliveira Saboia também exaltou a contribuição de Maria Erotides enquanto corregedora. “Logo que a desembargadora assumiu a Corregedoria no biênio passado, estabeleceu um plano de ações com diversas metas. Entre elas, a de alavancar todos os números e indicadores do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). E nós conseguimos isso em 2015 e em 2016. Para o CNJ, Mato Grosso deixou de ser visto como o patinho feio e passou a compor o cenário dos tribunais que cumprem as metas prioritárias e nacionais, que têm capacidade para incrementar novas ações e estabelecer processos de trabalho inovadores. A meu ver esse é o grande legado no que tange à atividade jurisdicional”, analisou.
Agradecimento – Maria Erotides Kneip ainda agradeceu a equipe que esteve junto a ela na CGJ-MT durante os dois anos. “Tive a oportunidade de conviver com juízes exemplares, que se doaram e se dedicaram diuturnamente, e servidores que não sei como agradecer. Acredito que mais coisas poderiam ter sido feitas, nunca conseguimos fazer tudo que planejamos, mesmo porque aqui o trabalho não tem dimensão, ele não se satisfaz, ele é sempre capaz de ir além. Mas eu digo que fizemos um pouco do que era possível. Quando as pessoas passarem pela galeria, quero que pensem: havia tão poucas mulheres, ela foi a segunda mulher corregedora, no meio de tantos homens, e procurou fazer o melhor, trabalhou, e não envergonhou o mundo feminino”, ressaltou.
A desembargadora lembrou a oportunidade de participar da diretoria do Colégio Permanente de Corregedores-Gerais dos Tribunais de Justiça do Brasil (CCOGE) e afirmou que isso foi muito importante para Mato Grosso. Por fim, elogiou o trabalho da desembargadora Maria Aparecida Ribeiro à frente da CGJ-MT. “Essa gestão está se colocando muito bem e dizendo a que veio. Uma Corregedoria leve, produtiva e eficiente”, salientou.
Ana Luíza Anache
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