Luciana Bonfim traz o melhor do samba à Estação TJ
O programa Estação da Arte recebeu nesta quarta-feira (19 de julho) a cantora, compositora, jornalista e publicitária Luciana Bonfim. Quem sintonizou a web rádio a partir de 11h pode conhecer um pouco do trabalho dessa artista cheia de energia, carisma e talento.Luciana contou como foi o início de sua carreira, desde quando fez alguns trabalhos experimentais com sua voz e descobriu seu potencial no antigo Espaço Cubo, passando pela banda Café Pequeno, até chegar à ‘iniciação’ nas rodas de samba da casa de shows Choros e Serestas, o extinto Chorinho.
“Sempre foi muito prazeroso ir para o Chorinho. Todo sábado 17h eu subia aquela escadinha com o coração na boca, porque eu adorava aquela roda de samba, era muito bom”, relembra.
Foi no Chorinho que Luciana consolidou sua carreira no samba. “Aprendi a cantar direito, descobri o que é samba e o que é música, a duras penas. Aprendi a conviver nesse ambiente musical. Eu cresci muito como pessoa, cantando”, revelou emocionada.
Após a temporada no Chorinho, Luciana alçou outros voos em Curitiba e no Rio de Janeiro. Na capital paranaense, estudou em um conservatório. Em terras cariocas, cantou nos maiores bares da Lapa e venceu o concurso “Novos bambas do velho samba”.
Ao som do violão tocado por seu parceiro musical Joelson Conceição, hoje a cantora interpretou ‘Cicatrizes’, composta por Miltinho e Paulo César Pinheiro, ‘A sua’ e ‘Camilão’, músicas autorais compostas por ela e ‘O meu sangue ferve por você’, de Sidney Magal, para ilustrar seu show Fogo e Paixão em que canta os clássicos da música brega.
“Quando penso nos meus 11 anos de carreira, me sinto realizada de ter vivido tudo que eu vivi, de ter ido embora para o Rio de Janeiro, cantado na Lapa, conseguido gravar um disco e ter trabalhado com músicos tão competentes”, resumiu.Luciana destacou a rede colaborativa que está se formando em Cuiabá com o intuito de empoderar os músicos regionais e auxiliá-los nas dificuldades de produção do mercado local. “A maioria dos músicos não tem a sagacidade de se autoproduzir. É muito difícil quando a pessoa é artista por natureza ter uma ordem prática das coisas, como escrever um bom projeto, se inscrever nos editais de cultura. Acho que agora essa rede colaborativa que vai fazer o artista entender como a banda toca. Estou torcendo para que isso dê certo e as pessoas consigam permanecer em Cuiabá”.
A artista ainda falou sobre seu disco ‘Samba em sombra de pequizá’, que deve ser lançado este ano, o dia a dia de conciliar a carreira de cantora como assessora de imprensa de um vereador de Cuiabá, dentre outros assuntos.
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Mylena Petrucelli/Fotos: Tony Ribeiro (F5)
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