Comissão de Assuntos Fundiários se reúne na CGJ-MT
A reunião foi conduzida pela corregedora-geral da Justiça, desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, auxiliada pela juíza Ana Cristina Silva Mendes. Conforme a corregedora, a regularização fundiária urbana e rural é fundamental e a ausência dela traz prejuízos à população e também ao governo. “Ela é importante para fixar o homem no campo, para que o agricultor invista em suas terras e ajude o país a crescer. Assim como é relevante na cidade para dar segurança e legitimidade à posse e colocar fim à informalidade”, argumentou.
A corregedora disse ainda que atualmente são muitos os problemas agrários no Estado e que eles acabam culminando no Judiciário. “Essas demandas não são fáceis de resolver, mas sabemos da nossa responsabilidade. Por isso estamos aqui reunidos e trabalhando para solucionar esses conflitos”, assinalou.
A respeito do limite de upload de documentos no PJe, a juíza auxiliar Ana Cristina informou que a capacidade foi estendida de 1,5 MB para 5 MB. Contudo, o fato de apenas serem aceitos arquivos em PDF não atende às necessidades do georreferenciamento. O diretor do Departamento de Aprimoramento da Primeira Instância (Dapi), Reginaldo Cardozo, disse então que será encaminhada uma sugestão à equipe técnica do PJe para que possibilite a inserção de arquivos em compactados em .rar e .zip.
Por fim, com relação à proposta para sobre Ratificação e Títulos na Faixa de Fronteira - Lei n. 13.178/2015, foi acertada a criação de uma subcomissão com o objetivo de apontar quais os pontos da lei se encontram obscuros e que necessitem de regulamentação. O trabalho realizado por essa equipe deverá ser apresentado na próxima reunião, agendada para 29 de setembro.
Participaram do encontro representantes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Associação Brasileira de Georreferenciamento e Geomática (Abrageo), Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Advocacia-Geral da União (AGU), Casa Civil, Secretaria de Estado de Cidades (Secid), Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional de Mato Grosso (OAB-MT), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat) e Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato).
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Ana Luíza Anache
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