Juíza participa de Fórum contra o crime organizado
A juíza da Sétima Vara Criminal de Cuiabá, Selma Rosane Santos Arruda, foi uma das palestrantes do 1º Fórum Nacional de Juízes Criminais (Fonajuc), o evento foi realizado nas dependências do Costão do Santinho Resort em Florianopolis-SC. O encontro contou com a participação de magistrados estaduais, federais e juízes de outros países. O evento, que tem o apoio da Associação dos Magistrados Brasileiros - AMB e da Escola Nacional da Magistratura - ENM teve como tema central o aprimoramento da Justiça Criminal e o enfrentamento do crime organizado.A magistrada mato-grossense compôs o painel de discussões na sexta-feira e debateu os desafios da justiça criminal diante o crime organizado. Ao lado da juíza Yedda Christina Ching San Filizzola Assunção (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro) e do juiz Sergio Bernardinetti (Tribunal de Justiça do Paraná) participou do grupo temático que abordou o tema “Enfrentamento às Organizações Criminosas’.
“As discussões foram bastante frutíferas, pois abordamos as ferramentas e meios para enfrentarmos as organizações criminosas no Brasil. Vários pontos práticos que ocorrem no dia a dia dos magistrados - que tratam dessas questões - foram mencionados e discutidos. Toda a discussão do Fórum trará uma carta contendo uma série de enunciados para consolidar a atuação dos juízes criminais. O objetivo é reduzir o crime organizado no país e facilitar as tramitações dos processos nas varas criminais, que são bastante complexos”, ponderou a juíza Selma Arruda.
A coordenação local dos trabalhos foi conduzida pela desembargadora Cinthia Beatriz da Silva Bittencourt Schaefer, e a principal finalidade do encontro foi o aperfeiçoamento, a troca de conhecimentos, a uniformização de procedimentos, a disseminação de boas práticas, o acompanhamento de propostas legislativas e a implementação de políticas públicas.
A juíza Jussara Schittler dos Santos, vice-presidente da Associação dos Magistrados Catarinenses, destacou a troca de experiências entre os juízes como fundamental no atual momento. “O criminoso pode estar em qualquer lugar, até virtual. Não podemos depender de mudanças legislativas, a mídia e a população cobram respostas imediatas do Judiciário”, destacou.
O fórum surgiu no começo do ano em uma mobilização de juízes em conversas pelo WhatsApp e busca agora o aperfeiçoamento dos magistrados criminais, propostas de políticas públicas, a uniformização dos métodos de trabalho, entre outras medidas. A situação caótica do sistema prisional também gerou preocupação entre os juízes. O fórum já conta com mais de 300 juízes criminais em todo Brasil e deve se tornar permanente.
Ulisses Lalio
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
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