Ir para o conteúdo principal
Selo de Transparência
Logo CNJ

 22/08/2017   18:32 

Compartilhe: 

Produção de reeducandos é vendida na Expojuína

Móveis fabricados por 10 reeducandos que participam do projeto ‘Marcenaria – Rainha da Floresta’, no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Juína (a 735km de Cuiabá), foram expostos e comercializados em um estande na Exposição Agropecuária do município, a Expojuína, de 5 a 13 de agosto. O espaço foi cedido pelos organizadores da feira e recebeu a visita do juiz da 3ª Vara de Juína, Vagner Dupim Dias, e o diretor do CDP, Hemerson Franquis Ferreira Belizario.
 
De acordo com o diretor da unidade prisional, a participação na Expojuína foi possível em decorrência do esforço do magistrado Vagner Dupim Dias que, “com perspicácia e comprometimento com a execução penal, conseguiu um espaço na maior festa da região, fato nunca antes ocorrido”. A marcenaria funciona no CDP desde 2016, com o objetivo de auxiliar a reintegração social aproveitando-se o período de cumprimento da pena para buscar a qualificação profissional do detento.
 
Para Hemerson Belizario, o projeto se tornou viável diante da disponibilidade do maquinário pertencente ao CDP bem como devido à matéria prima doada pelo Ibama - oriunda das apreensões de madeiras – e por madeireiros locais. A produção da marcenaria é destinada tanto à doação para entidades filantrópicas quanto para a venda, realizada na própria unidade e na feira municipal. A renda obtida pela marcenaria é administrada pelo Conselho da Comunidade. Parte dela fica com o recuperando e o restante é investido no sistema em benefício dos detentos e em melhorias na estrutura da unidade prisional.
 
“Acredito que com este projeto estamos realmente completando o ciclo da ressocialização. Esses 10 cidadãos erraram, ficaram privados de sua liberdade e, durante a reclusão, mostraram disciplina e interesse em mudar. Dessa forma, trabalhando na marcenaria conseguem aprender um novo ofício, com benefício de remir pena e ainda podem ganhar algum dinheiro para ajudar as suas famílias”, afirmou o diretor do CDP.
 
Na avaliação do juiz Vagner Dupim, o trabalho do recuperando é um dos principais pilares sobre o qual deve assentar a progressão de regime no sistema prisional, na medida em que ele é uma das facetas que marca a vida em liberdade. O magistrado salientou ainda o sucesso da exposição na qual foram fechadas várias vendas e o público pôde conhecer um pouco mais sobre o projeto de ressocialização. “Ao conseguimos expor o trabalho da marcenaria do CDP na Expojuína 2017, tivemos a grata satisfação de colher os frutos desse projeto que, embora não conte com qualquer contribuição financeira por parte do Poder Executivo, já germina a possibilidade de uma ampliação para que possamos alcançar um maior número de recuperandos”, comemorou.
 
Leia também:
 
 
 
Assessoria de Comunicação CGJ-MT
corregedoria.comunicacao@tjmt.jus.br
(65) 3617-3571/3777