Projeto piloto visa reduzir processos em VG
O Juizado Especial do bairro Jardim Glória, em Várzea Grande, deverá solucionar vários conflitos através de técnicas de mediação e conciliação. O projeto piloto iniciou os atendimentos na última segunda-feira (31 de julho) e continuará até o dia 10 de agosto. Serão mais de 50 sessões de conciliação e mediação envolvendo processos que tramitam na Justiça mato-grossense.
O juizado possui mais de 18 mil processos. Para tentar reduzir este volume, a juíza Viviane Brito Rebello Isernhagen deu início ao projeto idealizado pelo Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec). “Até aqui as sessões eram muito rápidas e não havia tempo para o diálogo e a negociação em si. Quando fui designada para o juizado, percebi que o volume de processos era muito grande e que nós precisávamos fazer alguma coisa. Avaliei que muitos dos processos poderiam ser resolvidos com uma boa conversa”, salienta. “A partir desse momento, falei com o juiz Hildebrando, coordenador do Nupemec, que me revelou a existência de um projeto de conciliação que seria levado para o Complexo Maruanã. Então propus que nosso juizado também participasse da ação”, explica a magistrada. Após a realização do projeto piloto, a juíza avaliará a introdução das sessões na rotina do juizado de forma permanente.
O professor e instrutor do curso de conciliação do TJMT, Celso Ferreira da Cruz Victoriano, ressalta que a ação também capacitará os conciliadores, que receberão a titularização do curso na parte prática. “Estou como instrutor avaliando o desempenho dos alunos que participaram do curso. Com a ação pioneira tomada pela juíza Viviane, esses alunos se formarão em duas semanas, por conta da necessidade das 40 horas de mediação em conflitos”.
Após duas horas de conversas e diálogo, o autônomo Washington Xavier de Souza colocou um ponto final em um processo de transferência de veículo. “Hoje entramos em acordo, vamos pagar o que temos que pagar e os profissionais - que atuaram na mediação - foram bem claros e tranquilos. A partir de hoje não temos mais pendências. Foram três anos de dor de cabeça e agora que sentamos, conversamos e houve essa sessão, podemos esquecer isso e seguir com as nossas vidas”, elogiou o participante da sessão vespertina de mediação.Ulisses Lalio
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