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 27/09/2017   14:29 

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Autor retrata experiência com a depressão em livro

Depressão foi o tema que norteou a entrevista do programa Estação da Arte, web rádio do Tribunal de Justiça, na manhã desta quarta-feira (27 de setembro). Apesar de o assunto ser delicado, Alan Marcel de Barros, autor do livro ‘Tenho depressão, e agora?’ abordou a questão de forma leve ao relatar sua experiência de vida, transcrita nas páginas desta obra que começou a ser rascunhada há cinco anos. O bate-papo reforça a campanha Setembro Amarelo, de conscientização de prevenção ao suicídio, causa abraçada pelo Poder Judiciário.
 
À radialista Maíra Matos e à jornalista Cristina Azevedo, Alan contou que foi diagnosticado com transtorno depressivo ansioso aos 15 anos. E através de tudo o que viveu ao longo desses anos, em meio às consultas algumas vezes frustradas pelas quais passou até encontrar apoio nos profissionais que o acompanham, ele decidiu compartilhar, por meio do livro, sua experiência pessoal.
 
O livro possui, onze capítulos. Os sete primeiros escritos ‘de trás para frente’, cronologicamente falando, a partir de seus 15 anos. Os outros capítulos foram escritos por colaboradores, participações especiais de profissionais e pessoas que fizeram parte de sua vida, que também tratam o tema desse contexto, como as redes sociais.
 
“Quando concebi esse livro tive a preocupação de colocar cor, falar para as pessoas que existe uma forma de ter uma vida colorida mesmo com depressão, mesmo falando sobre bullyng e suicídio. Se buscarmos na internet, em imagens, a palavra depressão vamos ver a forma muito cruel, escura e triste com que esses temas são tratados. Eu que tenho depressão não me sentia confortável, imagina um jovem que não sabe o que é isso. Falo muito sobre superação e autoamor e a minha grande inspiração foi ajudar o próximo com a minha dor”, discorreu.
 
Alan falou da falta de conhecimento e compreensão, os estigmas e preconceitos que circundam esses assuntos, tidos ainda como tabu pela sociedade e principalmente por aqueles que estão próximos de pessoas depressivas. Ele ressaltou não ser psicólogo muito menos psiquiatra, mas tem sido convidado por escolas e outras instituições para compartilhar sua história. Aos ouvintes ele falou dos sinais que as pessoas podem dar que demonstram sintomas depressivos.
 
“Sou um testemunho vivo e dei voz a várias vozes abafadas. Diante disso é muito difícil fazer um diagnóstico sem ser um profissional da área. Porém, o que posso falar é que não devemos classificar a intensidade da dor do próximo. Todos têm problemas: crianças, jovens, adultos e idosos. Precisamos ser sensíveis e entender qual a grandeza daquele problema para aquele determinado público. Muitos pais, amigos ou familiares não conseguem enxergar os sinais e as pessoas pedem socorro de outra forma. No meu caso, tinha uma tristeza profunda, prostração e uma solidão muito grande”
 
No livro, o autor dá algumas dicas de superação, como falar sobre o assunto, fazer as pazes com o espelho e nunca desistir dos sonhos. “Muitas vezes quem sofre de depressão só precisa de alguém que a escute, sem julgamentos. O preconceito existe também de quem sofre dessa doença”.
 
Por fim, Alan agradeceu a oportunidade de falar do seu trabalho, da sua história de vida na Estação TJ. “Esse é um espaço maravilhoso que vocês abrem para a gente. É muito importante trazer esse tema no Tribunal de Justiça, um lugar de extrema seriedade, um local de tamanho respeito que abraçou essa causa tão importante”, finalizou.
 
 
Dani Cunha (Texto e fotos)
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
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