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 01/09/2017   10:37 

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PJe passa por atualização para melhoria do sistema

Realidade no cotidiano da Justiça e dos jurisdicionados, o Processo Judicial Eletrônico (PJe) é uma grande revolução. Hoje, a plataforma já é realidade em mais de 120 unidades de Mato Grosso. Uma ferramenta, que traz além da celeridade, diversas funcionalidades úteis para todos os usuários do sistema.
 
Em julho desse ano, a ferramenta passou por uma atualização da versão 1.7.2.6 para a versão 1.7.2.19, mudança que proporcionou melhorias no desempenho da aplicação, dando mais estabilidade e também a correção de pequenas falhas enfrentadas pelos usuários diante da realidade de volume crescente.
 
A expansão e a migração dos processos do Processo Judicial Digital (Projudi) para a plataforma do PJe proporcionou evolução com um crescente número de unidades recebendo a ferramenta, bem como novos juizados foram inseridos dentro do sistema com um grande volume de processos.
 
Dados da Coordenadoria de Tecnologia da Informação do Tribunal de Justiça revelam que em pouco mais de um ano, o número de processos saltou de 60 mil para mais de 340 mil. Junto com esses processos houve um aumento proporcional dos usuários, tanto internos quanto externos e, consequentemente, com o aumento da demanda, vieram algumas dificuldades.
 
De acordo com o diretor de Sistemas e Aplicações da Coordenadoria de Tecnologia da Informação, Gustavo Piccin, em paralelo ao processo de implantação que TJMT estava realizando em Mato Grosso, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) já estavam experimentando problemas de lentidões pontuais na versão que era utilizada pelo Tribunal em Mato Grosso, a versão 1.7.2.6 para a migração dos juizados especiais.
 
Piccin explicou que quando Mato Grosso terminou o processo de implantação de migração dos juizados especiais, o CNJ e o TJMG estavam atuando nessas melhorias e geraram a versão 1.7.2.19. “Após a atualização desta versão, nós pudemos chegar a um índice de progresso de resposta do PJe em 55% de melhora na velocidade com que o usuário interage com o sistema de forma geral. Eventualmente nós ainda temos uma lentidão em alguns pontos específicos, mas de forma geral a experiência do nosso usuário melhorou segundo nosso monitoramento”, acrescentou o diretor.
 
Ainda conforme o diretor, enquanto a versão 1.7.2.19 trouxe uma série de melhorias de desempenho para o PJe e de redução de problemas, a versão 2.0 trará uma nova interface, com muitos recursos novos e uma acessibilidade muito melhor para o usuário.
 
O TJMT aguarda, conforme determinação do CNJ, o projeto piloto no Distrito Federal e Minas Gerais para a implantação da versão 2.0 “com uma ampla campanha de comunicação e recapacitação dos nossos usuários de uma forma que seja respeitosa e que traga todos os benefícios reais que essa nova versão tem”, acrescentou Piccin.
 
O servidor destacou que, por mais que essa versão 1.7.2.19 já tenha trazido benefícios e uma série de melhorias, foram identificados alguns pontos que ainda precisam ser aprimorados. “A nossa equipe vem trabalhando com o CNJ para pontualmente resolver algumas questões, principalmente associadas à velocidade e desempenho que nossos usuários internos estão experimentando, tanto na sessão de julgamento no Segundo Grau quanto para vários procedimentos que são utilizados dentro do PJe no formato de lote. Esses pontos ainda têm algumas possibilidades de melhorias e é nisso que a equipe está trabalhando agora”, finalizou.
 
Mára Santos
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
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