Palestrante fala sobre uso do Analytics no TJ
O diretor de pesquisas, em Business Intelligence (BI) – que significa inteligência de negócios e BI é um conjunto de técnicas e conceitos baseados na coleta e organização de dados, da Gartner Consultoria, João Tapadinhas falou sobre o Caminho para o Sucesso utilizando Analytics, no ciclo de palestras promovido pela Coordenadoria de Tecnologia do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, nesta segunda-feira (29). O evento teve a participação de magistrados e servidores do PJMT, além de representantes do Ministério Público, da Polícia Judiciária Civil, do Governo do Estado e também do Tribunal de Contas do Estado.Na palestra o diretor discorreu sobre uso da Inteligência Analítica (em inglês, analytics) que é um campo abrangente e multidimensional que se utiliza de técnicas matemáticas, estatísticas, de modelagem preditiva e machine learning para encontrar padrões e conhecimento significativos em dados e como essa ferramenta, que vem evoluindo, faz a diferença nos serviços prestados pelas áreas de negócio.
As técnicas de BI auxiliam o progresso das empresas e instituições, conduzindo a uma reestruturação dos processos organizacionais. Isso porque, com as informações obtidas a partir da análise de BI, é possível estabelecer padrões e prever tendências, o que permite a antecipação de situações. Funciona da seguinte maneira: as ferramentas acessam os conjuntos de dados coletados e após a transformação, decodificação e interpretação, as descobertas processadas são apresentadas nos formatos de gráficos, mapas, resumos e/ou relatórios.Com as informações analisadas em mãos, compartilha-se o material visualizado com outras pessoas da área de negócio e monitorar a evolução do processo. Em seguida, são encaminhadas como suporte para a tomada de decisões e tornar o negócio mais célere e "inteligente".
As transformações que vem com a ferramenta devem representar mudanças significativas nas plataformas e na gestão, conferindo mais autonomia aos usuários internos, proporcionando mais agilidade aos processos e posicionando o setor de Tecnologia da Informação (TI) como um facilitador das análises. Neste processo, é importante superar as gestões, que deixam as organizações presas a relatórios estáticos e sempre olhando para os mesmos aspectos, representados nos dashboards (é utilizado para indicar um painel de indicadores). “Os usuários devem ganhar mais liberdade e acesso aos dados e às ferramentas de BI a fim de gerar conhecimento e insights com mais frequência”, ressaltou Tapadinhas.
Ainda segundo o diretor de pesquisa, o objetivo da palestra foi acima de tudo mostrar como o uso de Analytics vai ter impacto no desempenho do TJ e que isso está nas mãos das pessoas, não nos sistemas.“Aceitar essa oportunidade e desempenhar o papel de agentes da mudança com base Analytics, porque ele já está acessível no TJ. Como a Revolução Industrial, há 100 anos, nada vai ficar igual com a Inteligência Artificial (AI) – que traz grandes mudanças na maneira como pessoas e empresas se relacionam com a tecnologia e como as coisas funcionam), e antes disso com as capacidades analíticas, distribuídas nas áreas de negócio vieram para mudar significativamente a forma como trabalhamos, a forma como otimizamos os nossos processos. São ferramentas que vieram para nos ajudar a trabalhar menos, melhor, de forma mais efetiva e com mais resultados”, finalizou.
Para o juiz auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT) Aristeu Dias Batista Vilella, a palestra foi muito importante. “O Tribunal vem caminhando bem por estas questões de tecnologia, e um evento com esse sempre traz novidades do que vem acontecendo no mundo da tecnologia, o que é fundamental para aprimorar ainda mais o nosso trabalho e proporcionalmente os serviços oferecidos ao Jurisdicionado”, reforçou o magistrado.
Cleci Pavlack/ Foto: Otmar Oliveira (F5)
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