Nova gestão se reúne em oficina sobre planejamento
Planejar já é 50% de garantia de sucesso em um ideal. Quem garante essa ideia é o professor Marcelo Cabeda, da Universidade Luterana do Rio Grande do Sul, que nesta quarta e quinta-feira (28 e 29 de novembro) ministra uma oficina para os magistrados e servidores que irão compor a administração da gestão 2019/2020. A reunião é realizada na Escola da Magistratura, das 8h às 12h e das 14h às 18h, totalizando 16 horas.De acordo com o professor, a ideia é persuadir e contagiar os envolvidos com a próxima gestão para que ocorra uma adesão ao planejamento estratégico vigente e também àquele quinquenal, determinado pelo CNJ, que deve ser desenvolvido para o Judiciário na próxima gestão. Cabeda explica que para alcançar esse objetivo em comum é necessário que todos se unam, por meio das inter-relações positivas, e façam o necessário acontecer.
“O planejamento é o caminho que nos leva em uma direção que nos interessa. É ele quem nos ajuda a ser um sistema social que traz resultados mais consistentes. Em todo trabalho que envolva pessoas é preciso ser gerado sinergia, pois todos são diferentes entre si. Entretanto, se elas trabalham juntas e seguem os objetivos traçados pela instituição, então a chance de a instituição brilhar e cumprir o seu papel aumenta muito”, ressalta.
Uma resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determina que todos os tribunais façam o planejamento a cada cinco anos e o último foi produzido em 2014, contemplando os anos de 2015 a 2020. De acordo com o juiz auxiliar da próxima gestão, Luiz Octávio Saboia, como a próxima gestão vai trabalhar nos próximos dois anos (2019/2020), nesse período será necessário fazer o planejamento estratégico que irá orientar as ações do Poder Judiciário de forma ampla nos anos de 2021 a 2026. Ele explica ainda que toda vez que se faz um planejamento estratégico as duas principais perguntas a serem feitas é onde a corporação está e aonde quer chegar. “São elas quem vão fazer com que a instituição conheça e identifique os problemas de onde ela está para planejar aonde quer chegar daqui a cinco anos. Como o Judiciário quer ser reconhecido, quer ser mais célere e também reconhecido como mais efetivo? É o planejamento quem mostra quais as medidas devem ser tomadas para alcançar esses ideais.”
O juiz ressalta ainda que trabalhar estrategicamente traz benefícios diretos aos jurisdicionados. “O planejamento estratégico passa por algumas fases e a primeira delas é ouvir a sociedade e conhecer quais são seus anseios, seus reclames, suas demandas e suas dificuldades em acessar o Judiciário. A partir da escuta da sociedade tenta-se identificar gargalos e oportunidades de melhorias que possam ser planejados nesse quinquênio de 2021 a 2026.”Participam também da oficina a juíza Adriana Sant Anna Coninghan, juíza que auxiliará a vice-presidência; o juiz Luís Aparecido Bortolussi Júnior, futuro diretor do Fórum da Capital; a diretora-geral, Claudenice Deijany F. de Costa, além de servidores das mais diversas áreas.
Keila Maressa
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