Equipe de transição debate sistema de meritocracia
Magistrados e servidores da equipe de transição do Tribunal de Justiça de Mato Grosso participaram de um workshop promovido na última sexta-feira (7 de dezembro) com o intuito de desenvolver uma política de meritocracia própria do Poder Judiciário estadual.O modelo administrativo é preconizado pela Resolução 219 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), bem como pela Constituição Federal, e consiste no desenvolvimento de programas de qualidade e produtividade que visam distribuir adicionais ou premiação de acordo com a competência jurisdicional e celeridade apresentada pelas equipes da organização. Além disso, a sistemática também mira os selos ouro e diamante no anuário Justiça em Números.
“A intenção é que essa consultoria ajude os nossos já valorosos servidores a construir uma política eficaz para a realidade do TJMT. É uma forma do Poder Judiciário otimizar os recursos. Quando falamos em meritocracia, se pretende potencializar resultados, com o mesmo recurso humano que possuímos atualmente”, observou o juiz Luiz Octávio Oliveira Saboia Ribeiro, futuro juiz-auxiliar da Presidência.O juiz José Arimatéa Neves Costa, que também compõe a equipe de transição e será juiz-auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça, pontua que a gestão por mérito atende a um dos principais anseios da sociedade.
“Na verdade, isso se resume a uma frase muito simples: fazer mais com menos, que é uma exigência na administração pública moderna da própria sociedade. A forma de fazermos isso é maximizar o uso de recursos materiais e humanos, utilizando sistemas de gestão mais modernos e apropriados a uma maior produção. Colocar nos locais-chave da gestão as pessoas que tenham esse perfil de produzir mais, serem inovadoras, criativas e pró-ativas”. Na ocasião, o instrutor Erick Andrade apresentou modelos de meritocracia aplicados em outros tribunais, como o TJSE, TJBA, TJRR e TJRO, que apresentaram resultados exitosos. Com base nas experiências positivas, a administração irá formular um modelo próprio do TJMT, criar critérios de diferenciação e motivação dos servidores, aferir os fluxos de informação, desenvolver sistemas de informática apropriados etc.
“A lógica geral é que façamos a comparação das unidades com os indicadores que levem o Tribunal a conquistar o selo diamante no CNJ e que tudo que seja resultado desse trabalho seja bom para o servidor, para a unidade judiciária e seja bom para o cidadão, que terá seu processo mais célere tramitando de forma adequada”, esclareceu o consultor da Pro Valore.A diretora-geral do TJMT, Claudenice Deijany F. de Costa permanecerá no cargo na próxima gestão e acredita que a metodologia embrionária é positiva por ter foco no jurisdicionado. “É uma forma de incentivar os servidores ou equipes de servidores em determinadas lotações para que eles consigam alcançar os resultados almejados e pré-definidos para uma melhor prestação jurisdicional. Isso realmente gera o foco no jurisdicionado, porque quanto mais se atingir metas, seja por premiações compensatórias ou remuneratórias, incentiva e faz reverberar na sociedade, que é o nosso foco da prestação jurisdicional célere, acessível e eficaz”, ressaltou.
Mylena Petrucelli
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
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