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 10/12/2018   19:16 

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Magistrados são capacitados em círculos de paz

O Núcleo Gestor de Justiça Restaurativa (NugJur), do Tribunal de Justiça de Mato Grosso oferece o curso “Formação de construção de círculos de paz” para magistrados de diversas comarcas do estado. Foram dividas duas turmas com 50 alunos, que terão, de hoje até sexta-feira (10 a 14 de dezembro) noções sobre a prática restaurativa, bem como a sua importância. Para a capacitação, as facilitadoras da Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris) foram convidadas para ministrar as aulas e trocar experiências. As boas vindas na abertura do curso foram dadas pela presidente do NugJur, desembargadora Clarice Claudino da Silva.
 
No primeiro momento da capacitação é realizada a apresentação de cada integrante. A grande maioria dos juízes falou que têm observado a ampliação de horizontes que as práticas restaurativas vêm proporcionando nos litígios que chegam à Justiça.
 
O juiz da Comarca de Terra Nova do Norte, Jean Paulo Leão Rufino assemelhou essas práticas a sementes plantadas diariamente, como forma de mudança de paradigmas que são trazidas para o âmbito do poder Judiciário.
 
“Acredito na Justiça Restaurativa como um método de conciliar conflitos, por isso estou aqui. Agradeço ao Tribunal de Justiça por proporcionar um curso tão importante. Falamos de mudanças, de transformações no modo de se fazer justiça e dentro desse contexto a gente está vivenciando a era da justiça multiportas em que a jurisdição não é tão somente a estatal, mas sim várias frentes para se aplica-la efetivamente, porque para cada caso há uma espécie de jurisdição a ser aplicada", comentou.
 
Uma das facilitadoras da Ajuris que está ministrando o curso é Rafaela Duso. Ela falou da alegria de estar presente nesta oportunidade trazendo toda a bagagem e conhecimento que a Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul foi adquirindo com essa temática ao longo dos anos. “Estamos aqui com uma motivação muito grande para poder trocar e passar experiências. Esse é um conjunto de métodos que propõe o resgate das pessoas, das relações humanas e quanto mais puder ser trabalhado em todas as instituições a gente contribui para um mundo melhor, como multiplicadores, para todos os lados, como trabalho de formiguinha”, explicou.
 
Em Mato Grosso esse trabalho tem sido difundido não somente na Capital, mas no interior também, conforme explicou a facilitadora do NugJur, Ana Teresa Luz. “Estão sendo realizados projetos pilotos sobre círculos de paz em duas comarcas. “Em Tangará da Serra será um projeto piloto na área criminal, com os reeducandos. Em Primavera do Leste o foco maior está sendo na área escolar, com alunos. A expectativa é que essa prática seja levada para grande parte das comarcas”, finalizou.
 
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Dani Cunha
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
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