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 05/02/2018   11:21 

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Justiça Restaurativa melhora ambiente escolar

Harmonia, calmaria, acolhimento, reflexão. Essas são algumas palavras definidas pelos professores da Escola Municipal Nova Esperança, localizada na zona rural de Cuiabá, para descrever o que sentem com os círculos de construção da paz promovidos pela Justiça Restaurativa do Poder Judiciário de Mato Grosso na escola.
 
“Nós vimos que a partir do círculo da paz é possível construir um diálogo maior, tanto com nossos pares quanto com as crianças. Quando nós começamos a trabalhar a paciência, o ouvir a experiência do outro como significativa, isso muda a harmonia da sala, muda o pensamento. É um trabalho de amor que está trazendo bons resultados”, constatou a professora de educação infantil Graciela Acco.
 
O professor de geografia José Valmi Batista Sobrinho trabalha na escola há oito anos e notou que após o início do trabalho do Judiciário – há cerca de um ano – houve uma calmaria no ambiente escolar. “Nós já vivemos momentos de conflitos na escola, professores que não se entendiam bem, intervenção da secretaria. No último ano, quando começou esse projeto aqui, houve mudanças, houve fraternidade na escola, a relação entre os professores e os alunos está mais integrada. A escola está mais humanizada”, frisou José Valmi.
 
A continuidade do trabalho restaurativo na escola em 2018 foi marcada por um encontro entre os professores efetivos e a facilitadora de círculos da paz Maria Luiza Polso de Oliveira, servidora do Juizado Especial da Infância e Juventude de Cuiabá, no dia 29 de janeiro. Na dinâmica, os professores leram os sete pressupostos que irão trabalhar ao longo do ano e falaram um pouco de seus sentimentos e experiências com o apoio da Justiça.
 
“O círculo de paz é um lugar seguro. Tudo que é falado fica aqui. Nós podemos mostrar nosso outro lado, nossas preocupações e olhar para o outro. Quando sentamos em círculo, isso nos permite olhar nos olhos do outro, traz igualdade e interconexão”, afirmou a facilitadora durante a atividade.
 
A diretora da Escola Nova Esperança, Lairce Fonseca Robles, elogiou o trabalho do Poder Judiciário por se dispor a ir até o ambiente escolar a fim de promover uma mudança, haja vista que “enquanto escola, nós temos tantos afazeres e tarefas, às vezes não temos tempo de buscar esse outro olhar. A Justiça Restaurativa é uma iniciativa maravilhosa”.
 
A escola foi a primeira a receber o trabalho da Justiça Restaurativa fora do Juizado Especial da Infância e Juventude. “É uma comunidade que eu já conhecia, uma escola rural com vários problemas de drogas, evasão escolar. O juizado tinha disponibilidade de trabalho, então fizemos uma parceria que já está dando alguns frutos. Vários professores nos disseram que os alunos estão mais calmos, os pais têm procurado a escola para agradecer e dizer que eles estão mudando o comportamento de educar os filhos. Percebemos uma relação amorosa de afeto entre os professores e alunos”, completou Maria Luiza.
 
 
Mylena Petrucelli
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
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