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 07/03/2018   17:00 

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Bailarina contagia o Estação da Arte

O Estação da Arte desta quarta-feira (7 de março) esteve em ritmo das ‘1001 e uma noites árabes’. Todo esse clima que ambientou o programa da rádio web do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) foi para receber a entrevistada desta semana, a bailarina, professora e coreógrafa de dança do ventre, Nathasha Said.
 
A coreógrafa de origem sírio-libanesa contou para equipe da Estação TJ que desde sua infância já era apaixonada pela arte da dança, por fazer parte da cultura presente em sua família, mas somente aos 18 anos é que começou a estudar os movimentos e trejeitos da dança do ventre, tendo sua mãe como maior incentivadora e desenhista de todos os seus figurinos. A dançarina iniciou os estudos em Cuiabá, mas se profissionalizou em Belo Horizonte e São Paulo.
 
A dança do ventre é um conjunto milenar de movimentos ritmados surgido no antigo Egito. Originalmente era dançado somente por mulheres e para mulheres em reverência às deusas egípcias e para preparar o corpo feminino para a concepção e geração de um filho. Hoje a dança é parte da cultura árabe e é usada como manifestação política, como ressalta Natasha. “A dança é usada como arma do povo.”
 
 
Segundo a professora, mulheres e também homens procuram aprender a dança por diversos motivos, que variam entre a distração, prática de um hobby e até mesmo como uma profissão. Para ela, a dança empodera as mulheres, pois permite a libertação e aceitação do próprio corpo. “É uma dança que não escolhe corpos, ela é feita para todos os tipos físicos. Faz você se amar, independente de opiniões alheias. E isto traz o empoderamento, justamente porque ela fica segura de si, toma decisões melhores em sua vida, sua autoestima fica elevada e ela passa a se aceitar como ela é”, afirma Nathasha.
 
A dançarina foi a primeira bailarina mato-grossense a receber o selo ‘Noites no Harém’, honraria e título oferecido por uma famosa casa de chás de São Paulo que reúne as melhores bailarinas de dança do ventre do país. E esta foi uma constante na vida da coreógrafa, que desde o início de sua carreira, já no primeiro Festival em que participou, ficou em primeiro lugar, mostrando que suas habilidades artísticas renderiam bons frutos.
 
“A dança na minha vida entrou de forma avassaladora. Sou advogada por formação e decidi largar a profissão em 2008 para ser professora de dança. Ela me trouxe toda a liberdade e aceitação que eu precisava na minha vida. O que me realiza é ver o brilho no olhar de cada mulher após conseguir fazer o primeiro movimento até dançar sozinha. Sou totalmente apaixonada pela minha arte, tanto que chamo de minha, mas ela é de todos.”
 
Em abril a professora está indo para São Paulo para participar de um dos maiores festivais de dança do mundo, o Festival Mercado Persa, na categoria ‘concurso de folclore’. E os planos não param por aí, estão previstos ainda durante este ano outros festivais de dança, workshops e espetáculos.
 
A coreógrafa elogiou a iniciativa do Poder Judiciário de Mato Grosso, por intermédio do programa Estação da Arte, em oportunizar espaços de cultura para todos mato-grossenses. “Acho sensacional o Tribunal abrir as portas para os artistas mostrarem um pouco da sua arte. Uma ideia maravilhosa.”
 
Para conhecer um pouco do trabalho da artista é possível acessar o seu perfil no Instagram, Facebook e Youtube.
 
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Marco Cappelletti/ Fotos: Otmar de Oliveira (F5)
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