Conciliadores dos Cejuscs passam por capacitação
Começou nesta segunda-feira (19 de março) o primeiro treinamento voltado para os conciliadores credenciados para trabalhar nos Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejuscs) e também nas varas das comarcas do Estado. São treinadas 31 pessoas de todos os cantos do Estado que passaram pelo credenciamento e estão aptas a trabalhar na conciliação dos conflitos sociais. Aline Dalla Rosa é uma das alunas. Ela foi credenciada para trabalhar em Diamantino e está com grandes expectativas em relação ao curso. “Espero ter o suporte necessário para trabalhar no Cejusc da cidade, sempre baseado nas técnicas de mediação e conciliação. Este é um tema que gosto muito, pois facilita o entrosamento entre as pessoas com o intuito de diminuir o conflito que a judicialização das causas impõe”, ressalta.
Neste sentido, o juiz Hildebrando Costa Marques abriu o curso ressaltando que esta capacitação representa um upgrade no Poder Judiciário de Mato Grosso, que cumpre na integralidade o que é determinado no Código de Processo Civil. O magistrado é coordenador do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) do Judiciário mato-grossense.“O conciliador para atuar nos Cejuscs e na realização de audiência nas varas é uma figura nova no Poder Judiciário, tendo em vista que antes os credenciados eram selecionados para auxiliar os juizados especiais. Esta é uma solução tipicamente mato-grossense que está sendo copiada em todo o Brasil. Nós temos a preocupação que o Poder Judiciário de Mato Grosso sempre preste um serviço de qualidade para a população”, destacou.
O magistrado acrescentou ainda que as pessoas chegam ao Judiciário querendo um tratamento rápido, barato e urgente, e os conciliadores e mediadores representam o Poder Judiciário durante a resolução do conflito. Por isso a necessidade do treinamento. “Quem melhor que as próprias partes para saber como deve ser resolvida a demanda? Muitas vezes o que gera o conflito é um sentimento que não está declarado na petição, como uma dor, um sentimento de desrespeito ou uma vingança. Na mediação, as partes acabam se abrindo sobre estes interesses e chegam a um acordo também. Isso porque são utilizadas técnicas específicas para se chegar à paz”, conclui. O treinamento segue durante toda a semana (19 a 23 de março) e é ministrado pelos instrutores Romeu Ribeiro Primo, Waléria Martins Vieira e Claudete Martins.
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Keila Maressa/ Foto: Otmar Oliveira (F5)
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