Juíza palestra sobre Justiça Sistêmica em SP
A ‘Justiça Sistêmica e Soluções Integrativas’ foi o tema abordado pela juíza Jaqueline Cherulli em palestra pelo Instituito Metafórum, evento internacional realizado uma vez por ano no Brasil e outra na Europa. O evento foi voltado para pessoas que têm visão da necessidade da baixa de conflitos e da desjudicialização das questões e também que queiram obter ferramentas para soluções não contenciosas. Por isso, o assunto reuniu psicólogos, advogados, servidores públicos, mediadores, entre outras profissões. Na ocasião a magistrada abordou a criação e o funcionamento das oficinas de direito sistêmico e a postura do profissional que trabalha com a temática. A juíza também apresentou as cartilhas da guarda compartilhada que foram levadas pelas mediadoras do Tribunal de Justiça de São Paulo para servir como exemplo para o trabalho que será desenvolvido nas mediações dos Cejucs daquela instituição.
As frases sistêmicas utilizadas na ambientação dos Cejucs em Mato Grosso foi um dos pontos abordados que mais chamou a atenção dos presentes. Elas foram utilizadas para um trabalho pessoal com cada participante. “No término do encontro foram utilizadas as frases sistêmicas, e o exercício foi muito impactante porque tocou em questões individuais das pessoas que ali estavam, o que levou a uma reflexão profunda, já que é muito inédito, ninguém faz isso sistemicamente.”Cherulli explicou que as cartas foram colocadas no chão para que cada um dos participantes escolhesse a sua. Cada papel foi apresentado de forma velada, ou seja, de costas, sem que eles soubessem o que estava escrito. “Eles escolhem cada carta e depois foram virando e trabalhando a questão apresentada. Todos se identificaram com a frase recebida. Nisso, uma participante tinha ido embora por conta do horário de vôo. A carta dela ficou ali e quando foram abrir estava escrito Eu estive ausente”. Isso mexeu tanto com eles que gerou uma foto coletiva”, contou.
O direito sistêmico foi implantado no Poder Judiciário de Mato Grosso logo depois da formação básicas de agentes da instituição em 2015. A partir daí, em 2016, o projeto para inserção da justiça sistêmica foi apresentado pela juíza ao Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos, o qual foi aprovado. No mesmo ano o projeto foi institucionalizado, que significa que não depende de uma só pessoa para a existência. “Desde então o projeto vem tendo ótimos resultados. Nós somos pioneiros no curso de formação de pessoas e na forma de trabalhar sistemicamente.” Keila Maressa/ Foto: Tony Ribeiro (F5)
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