Ir para o conteúdo principal
Selo de Transparência
Logo CNJ

 23/04/2018   11:13 

Compartilhe: 

Conscientização norteia palestras sobre autismo

Repensar conceitos, conscientizar, promover debate e troca de experiências. Com essa premissa, foi realizada na tarde desta sexta-feira (20 de abril), o segundo ciclo de palestras com assuntos relacionados ao ‘Autismo – Aceitação e Inclusão’. O evento foi realizado pelo Programa Bem Viver, do Tribunal de Justiça, em parceria com a Associação de Amigos do Autista de Cuiabá (AMA), no auditório Gervásio Leite, na sede do TJ e reuniu servidores e público externo.
 
A coordenadora do evento e servidora da Coordenadoria de Recursos Humanos do tribunal, Jane Selma Barbosa, mãe de um filho autista, destacou que esta é uma oportunidade para levar conhecimento a respeito do autismo e conscientizar a sociedade a sobre a aceitação social. “Tivemos pessoas ligadas às áreas de educação, saúde e colegas servidores. Precisamos nos unir em prol dessa causa. A administração do Poder Judiciário nos deu e tem dado um apoio muito grande e tem se mostrado muito sensibilizada com toda essa questão”, falou.
 
Diversos assuntos sobre o Transtorno do Expectro Autista (TEA) foram abordados por profissionais convidados para o ciclo de palestras. A psicóloga Erica Barbieri falou sobre “Inclusão Escolar”. Ela é mãe de dois filhos com autismo e há dois anos iniciou o projeto autismo na escola justamente por entender que as dificuldades e o preconceito existem pela falta de informação. “O projeto vem informar, de modo lúdico, para os colegas e crianças, o porquê dos comportamentos desse aluno com o TEA e temos obtido ótimos resultados”, avaliou.
 
Para a psicóloga, a iniciativa do Poder Judiciário em abrir esse espaço, juntamente com a AMA, é de imensa alegria. “Como mãe eu fico muito emocionada e principalmente quando percebemos que a sociedade está interessada em incluir, saber e entender o que acontece coma gente. Então só tenho que agradecer essa iniciativa porque é maravilhoso quando podemos contar com ajuda de pessoas que não têm filhos com autismo. O que a gente sempre pede é compreensão”, falou.
 
Andreia Vasconcelos é servidora do TJ e fez questão de comparecer para participar do evento. Ela tem uma filha de seis anos e somente com quatro anos descobriu o autismo na criança porque aos dois anos descobriram que ela tinha surdez profunda bilateral, o que dificultou identificar o TEA. Graças ao trabalho dela e do marido, que também é servidor do Poder Judiciário, eles conseguem um tratamento adequado com terapias e consultas médicas. “Quando mudamos para Cuiabá foi fundamental podermos contar com a creche no tribunal. Foi fundamental o apoio e a inclusão que tivemos na creche”, relata.
 
Andreia também avalia de forma positiva palestras que discutem o mundo do autista, uma vez que são nesses momentos em que consegue trocar experiências com outras pessoas que têm a mesma realidade. “É preciso ter a conscientização geral da sociedade e dos profissionais de educação para que haja inclusão”.
 
Quem estava presente nas palestras foi a técnica de enfermagem e associada da AMA, Daniele Sales. A filha Lidia tem 18 anos, é autista e o diagnóstico veio tardio, aos 14 anos e infelizmente ela não pôde ter a inclusão escolar. Hoje ela frequenta uma instituição onde faz atividades e a mãe faz questão de inserir a filha em eventos como a palestra realizada no TJ. “A importância de ter palestras assim é a conscientização e a abertura para a população saber mais o que acontece, o que pode ser oferecido a eles, o que pode ser atribuído ao desenvolvimento deles desde pequeno até a fase adulta. É de extrema importância, porque eles crescem, mas continuam autistas”.
 
A psiquiatra Karine Paschoal proferiu palestra sobre “Autismo e a Sociedade” e destacou a necessidade de se repensar no conceito de sociedade, levar em conta que fazemos parte dela e assumir nossa responsabilidade na formação do ser humano e na inclusão, que começa a partir de cada um de nós. “É fácil dizer que a sociedade não inclui, mas a gente tem que começar essa transformação individualmente primeiro para fazer um mundo melhor e uma sociedade mais inclusiva. Mas eu acho que independente deles terem um ‘mundo próprio’, eles estão vivendo no nosso mundo e nós precisamos fazer as adaptações necessárias para que uma real inclusão aconteça”, finalizou.
 
O advogado Rodrigo Guimarães palestrou sobre “Autismo e a Sociedade”, houve também depoimento de pais sobre “Sucesso em Inclusão Escolar”, roda de conversa entre os participantes. A servidora Ceila Monica Ferraz declamou poesia sobre o tema do evento.
 
Leia mais sobre o assunto:
 
 
 
 
Dani Cunha/Fotos: Tony Ribeiro (F5)
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
(65) 3617-3393/3394/3409