Vini Batera é entrevistado no Estação da Arte
O estação da Arte desta quarta-feira (4 de abril), teve o privilégio de receber, Vinicius Elson dos Santos, mais conhecido como Vina ou Vini Batera, um paulistano de 63 anos que mora em Mato Grosso há 34, e carrega consigo uma carreira de mais de 50 anos. Ele foi o entrevistado da semana e compartilhou sua trajetória de sucesso.Vini conta que a paixão pela bateria começou ainda muito cedo, aos 12 anos. “Eu ficava vendo na televisão os outros tocarem e então decidi fazer uma bateria improvisada de latão e cabo de vassoura, e foi ai que um amigo viu e decidiu me levar ao circo”. No circo ele teve a oportunidade de acompanhar vários artistas e tocar com grandes nomes da música brasileira como, Luiz Gonzaga, Reginaldo Rossi, Vanusa, Paulo Sergio, Jair Rodrigues, Vanderlei entre outros. “Os artistas de nome que hoje todos conhecem tocavam muito em circo, era comum na época” conta.
Depois do circo e ainda menor de idade, ele disse que começou tocar em boates, e nesse período aprimorou o seu talento. Vina diz que a experiência adquirida nas noites paulistanas, contribuiu muito para seu crescimento profissional. “Eu tive uma baita de uma escola antes de ir para os Originais do Samba, e isso me ajudou muito. Lá na boca “boates”, tinha um ditado que dizia que: ou você é ou não é! Quem tocou ali, toca em qualquer lugar”, disse.
Na banda Originais do Samba, grupo liderado por Mussum, foi o período de maior sucesso. Lá tocou por cinco anos, ganhou muito dinheiro e comprou carros e casa. Vini tocou no Clube do Bolinha da Rede Bandeirantes, no Programa do Chacrinha e no do Silvio Santos. Mas ele conta que por não ter controle, esbanjou muito dinheiro. Com a saída de Mussum para se dedicar aos Trapalhões, o grupo acabou. A alternativa para ele foi voltar a tocar em bandas, passou por Presidente Prudente (interior de São Paulo) e acabou em Mato Grosso. Aqui ele se casou e teve 3 dos 17 filhos, fruto do envolvimento com outras 5 mulheres. Atualmente ele toca com cantores mato-grossenses e se apresenta em eventos na capital. Mas enfrenta problemas de saúde, isso por que em 2006 ele precisou passar por uma cirurgia na mão esquerda, devido a uma doença desenvolvida por fazer movimentos repetitivos, e esse ano irá fazer outra na mão direita.Mas isso não o desanima, a música faz parte de sua vida, “Eu continuo tocando, num ritmo menor, em rodas de amigos. A música ainda é o meio de sobrevivência”, declarou. O baterista elogiou a iniciativa do Poder Judiciário em abrir espaços por meio do Programa Estação da Arte, “Eu fico imensamente agradecido, é gratificante poder compartilhar minha história”, declarou.
Fernanda Souza/Fotos: Otmar de Oliveira (F5)
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