Gerenciamento de Processos é tema de capacitação
Servidores de diversas coordenadorias do Tribunal de Justiça de Mato Grosso participam nesta semana, entre os dias 5 e 8 de junho, do programa de formação em Business Process Management (BPM) - Gerenciamento de Processos de Negócios. A primeira turma, que teve início no dia 5 de junho e terminou no dia 6, tem como foco os indicadores de desempenho de processos. Já a segunda turma, cuja capacitação ocorre nesta quinta e sexta-feira (dias 7 e 8), trabalhará com o tema a automação de processos com BPMS (Bizagi BPM Suite). O curso está sendo realizado na Escola dos Servidores, em Cuiabá.
Ambos os módulos são conduzidos pelo instrutor André Menelau, que é vice-presidente da Associação dos Profissionais de BPM do Brasil. “O curso é um programa de formação em gestão por processos, em BPM, na palavra em inglês. Ele tem duas partes, a primeira vai trabalhar fortemente gerenciamento e desempenho de processos, através de indicadores de desempenho, e a segunda parte – amanhã e sexta – vai focar especificamente em automação de processos, ou seja, como é que você consegue automatizar processos tendo informações sobre desempenho também, utilizando ferramentas específicas para isso”, informou André. Conforme destacou o instrutor, a capacitação é importante para que os gestores consigam, de fato, gerenciar as entregas de valor que os processos vão fornecer. “Se eu não tenho esse gerenciamento, eu não vou saber se estou fazendo da forma correta meu processo, não vou saber se vou conseguir entregar valor para o cidadão e para a sociedade. Com esse tipo de capacitação, eles vão começar a ter essa mensuração no dia a dia. Para a iniciativa privada, o foco do BPM é mais no cliente final, e para a empresa pública, a sociedade, o cidadão como cliente, que vai ficar mais satisfeito com o trabalho oferecido”.
Presente à capacitação, a juíza auxiliar da Vice-Presidência do TJMT, Vandymara Zanolo, destacou já estar trabalhando com gestão de processos de trabalho há aproximadamente dois meses junto à Secretaria da Vice-Presidência, ao setor de sobrestados e ao Núcleo de Gerenciamento de Precedentes. “Então, o curso só vem a alinhar a forma de trabalhar, como aplicar os indicadores, porque a nossa busca é pela qualidade e celeridade na entrega da prestação jurisdicional, e a capacitação com certeza contribui para isso”, opinou. Segundo o diretor do Departamento de Controle e Arrecadação da Coordenadoria Financeira do TJMT, Carlos Alberto da Silva, a Coordenadoria de Planejamento (Coplan) já vem trabalhando essa temática com os setores. “Nós já estávamos com conhecimento até bom sobre gerenciamento por processos. Eu, pessoalmente, ainda tinha dificuldade com relação a indicadores. Acho que estava faltando complementar esse tema. Hoje você tem que saber se está realmente entregando aquilo que se espera ou não. Para isso, precisamos medir. Quem não mede o que faz não sabe como está se saindo. Esse curso vem exatamente para isso! O processo que eu tenho dentro do meu departamento está entregando os resultados esperados? Com esse curso vamos conseguir fazer isso”, afirmou.
Já o assessor de Planejamento Vitor Odenor da Silva, da Coplan, explica que em toda atividade existe um processo de trabalho. “Muitas vezes nós não temos a concepção de como nosso processo de trabalho está definido. Sabemos que existe um conjunto de atividades que definem um projeto de trabalho. No entanto, não ter a noção de como isso acontece acaba fazendo com que nós tenhamos ações individualizadas sem pensar no todo. E a capacitação em BPM vem para isso mesmo, para que todas as pessoas envolvidas no processo possam olhá-lo como um todo”, observa. Conforme Vitor, a ideia é que os setores trabalhem de forma interfuncional. “Todas as áreas vão ter a concepção de como as outras funcionam e teremos condição de entregar um valor, uma qualidade no trabalho que está sendo desenvolvido dentro da minha área, para outra área para que ela possa dar continuidade à ação, até que isso chegue ao jurisdicionado. O resultado é mais eficiência, eficácia e celeridade. Quando a gente pensa em gestão de processos de trabalho na instituição, temos inúmeros ganhos em todas as áreas”, finalizou.
Lígia Saito/Fotos: Otmar de Oliveira (F5)
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