Lorenzo Falcão nos autofalantes da Estação TJ
Um papo descontraído, mas com um toque de literatura e cultura regional, com o escritor, poeta, cronista e jornalista Lorenzo Falcão, um dos mais novos eleitos à Academia Mato-Grossense de Letras (AML), embalou na manhã de quarta-feira (18 de julho) a entrevista no estúdio da web rádio Estação TJ, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.Lorenzo Falcão, que apesar da formação em Educação Física e passagem pela Faculdade de Engenharia Civil, tem longa trajetória na editoria de Cultura de Cuiabá, vai ocupar a Cadeira 12, cujo Patrono é o poeta Antônio Cláudio Soído e o último ocupante foi o também o jornalista e poeta Ronaldo Castro.
O novo imortal da AML espera somar forças com os demais membros e conseguir “realizar um sonho que não é apenas dele, mas de outros imortais que é a “desburocratização” da arte. Segundo ele, para tentar “escancarar as portas” e aproximar a Academia principalmente da comunidade escolar, trazendo ou até levando a Casa até os estudantes.
Citando Manoel de Barros, que teria dito que “tudo que não serve para nada, serve para a poesia”, ele contou como adentrou no mundo literário e que na Academia Mato-Grossense de Letras pretende incentivar a cultura entre os jovens aproveitando da experiência que tem como comunicador.
“Eu tenho facilidade de falar sobre Literatura, ler poesia, ler prosa e divulgar esse contexto literário que faz parte do acervo riquíssimo da Academia”, salientou o escritor, adiantando assim um pouco da sua estratégia para democratizar o acesso à arte local, além da própria presença e conhecimentos no meio.
Mesmo considerando a tela fria do computador, celulares, tabletes, entre outras ferramentas, o novo membro da AML é conhecedor das mudanças que a Internet traz cada vez mais e por isso chega a defender que esse mundo virtual pode sim ser usado para incentivar a leitura, até mesmo na idade adulta já que é um universo amplo de informações e possível de proporcionar “boa literatura”.
E os artistas já estão sendo reconhecidos com o pagamento dos seus direitos autorais e demais meios de divulgação, como os e-books, Streaming e outros. Um exemplo, argumentou Lorenzo, é a própria rádio web do Tribunal que tem como ser aberta por outras instituições.
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Sílvia Devaux/Fotos: Otmar de Oliveira (F5)
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