Ir para o conteúdo principal
Selo de Transparência
Logo CNJ

 10/08/2018   17:22 

Compartilhe: 

Dias dos Pais: Meu Pai, Meu Herói

Nessa semana especial, a Coordenadoria de Comunicação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) não poderia deixar de homenagear os grandes heróis das nossas vidas. Em comemoração ao Dia dos Pais, vocês conhecerão a história de dois servidores do Poder Judiciário no especial: “Dias dos Pais: Meu Pai, Meu Herói”.
 
 
Um herói com o superporder do amor e do companheirismo
 
E se a vida do diretor do Departamento de Controle e Arrecadação da Coordenadoria Financeira do TJ, Carlos Alberto da Silva, estava sendo levada de qualquer jeito, despreocupadamente e de forma sedentária tudo mudou com a chegada de João Victor Confessor Silva. O bebê de apenas dois meses transformou o dia a dia de um pai - que decidiu mudar toda sua rotina para alcançar longos anos com qualidade de vida - e a possibilidade de vivenciar novas experiências da paternidade.
 
 
Desde cedo João já deu seu primeiro sinal de que queria participar da família: no primeiro abraço, já fez xixi nos novos pais. “Nós aguardávamos ansiosamente para adotarmos. Já tínhamos dois filhos biológicos e quando estávamos quase desistindo da adoção, por conta de algumas infelicidades, nós o encontramos. Ele já foi marcando território no primeiro abraço. Nossa vida foi transformada e aquela vida ‘desleixada’ foi deixada para traz”, rememorou Carlos Alberto. 
 
Para Carlos, o herói da história foi o filho adotivo e não ele. “Ser pai não é fácil, é um ato de total entrega, doação, é ser coadjuvante da sua própria vida. Mas, o que teu filho te dá em troca é infinitamente superior a qualquer coisa que possamos experimentar”, comentou. Entre lágrimas, sorrisos e um forte aperto de mãos o pai narrou a mudança de vida que o filho proporcionou à família.
 
“Dos 90 quilos passei aos 70 e com qualidade de vida. Comecei a fazer esportes, comer melhor e pensar no futuro. Quero vivenciar o máximo das conquistas que ele terá em sua vida. Ver sua formatura, seu casamento, seu filhos. Poder compartilhar momentos de alegria e de vida com ele”, disse.
E se o pai encontrou no filho a motivação de uma nova vida, para o filho a gratidão não coube em palavras. “Não saberia dizer o quanto sou feliz por ter minha família. Quando viajo com meu pai, quando trocamos conversas – apesar da correria do dia a dia posso vivenciar muito amor e atenção. Eu levo do meu pai o ensinamento de nunca desistir – sempre lutar”, balbuciou João ao abraçar forte o pai.
 
E se a emoção já não estivesse à flor da pele, João foi às lágrimas ao ser questionado de um momento inesquecível compartilhado com seu pai. “Ano passado, quando eu pensei que fosse reprovar na escola e as notas não eram o que nós esperávamos foi esse cara (meu pai) que me deu o incentivo necessário para que eu pudesse encontrar forças e continuar a tentar. Foi ele que me deu o braço e as ferramentas para que eu pudesse sair daquela situação. Graças a Deus que posso contar com ele”, concluiu o filhão que deu um abraço e já antecipou o “feliz Dia dos Pais”.
 
Amizade e proteção são seus superpoderes
 
Pai de dois meninos, Guilherme de oito anos e Miguel de quatro, o servidor Leandro Paiva, da Coordenadoria de Tecnologia da Informação, sempre foi muito presente na vida dos filhos, desde as gestações. Os filhos o definem como um Super-homem e dizem que ele tem vários superpoderes, como amizade e proteção.
 
“Meu pai é muito legal, ele é amigo, me leva para brincar na quadra e jogar bola. Eu amo muito ele”, diz Guilherme. Já Matheus, mais tímido na hora da entrevista, também segue o irmão mais velho ao elencar as qualidades e os superpoderes do pai. “Ele é um super-homem. Joga videogame comigo, me leva para o karatê e brinca muito comigo também.”
 
Miguel é portador de uma doença pouco conhecida, chamada mielomeningocele, uma má formação na coluna. Ainda dentro da barriga da mãe, com 25 semanas, ele passou por uma cirurgia. Desde o nascimento, os pais sempre o incentivaram a levar uma vida normal, fazendo tudo o que sempre quis e assim, não deixaram a doença grave o afligir.
 
Assim como o irmão, Miguel é ativo, inteligente, alegre e muito brincalhão. Sempre estimulados pelos pais, o mais novo diz que quer ser cantor, já o mais velho gosta de gravar vídeos para seu canal na internet.
 
A esposa dele, Milena, conta que ambas foram gravidezes de risco e ele sempre esteve presente e intitula Leandro como um paizão, como poucos. “Ele sempre foi um paizão, sempre participativo, me deu muito apoio emocional nas duas gestações porque foram complicadas e até hoje é assim. É pai, amigo e uma parte importante para a nossa família”.
 
Leandro, orgulhoso, diz que ambos os filhos são independentes e cada um, a seu modo, tem personalidade forte. “Sempre deixamos eles fazerem o que sentem vontade. Orientamos e os deixamos livres, cada um seguindo suas escolhas.”
 
Os laços que os une, tornam a família completa e, para Leandro, os momentos que passa ao lado dos filhos são primordiais. Para ele, pai é participar, é sinônimo de responsabilidade em todos os afazeres na vida dos filhos. “Ser pai é ter cuidado em tudo. É estar a todo momento em alerta, saber o que fazem na escola, em casa, na internet. É uma responsabilidade muito grande. Ser pai é mais que amor e só quem vive essa experiência sabe realmente o que é. É muito mais do que se possa imaginar.”
 
 
Dani Cunha e Ulisses Lalio / Fotos: Tony Ribeiro (F5)
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
(65) 3617-3393/3394/3409