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 19/09/2018   12:04 

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Rondonópolis discute suicídio em evento

A Comarca de Rondonópolis abriu as portas para tratar de um assunto extremamente importante, o suicídio. Por meio do Programa Bem Viver, foi realizado no espaço do Tribunal do Júri, nesse sábado (15 de setembro) o encontro “(Dese) Enlace Social e Suicídio”, aberto a servidores e a toda população.
 
A ideia de promover palestra abordando o assunto decorre do crescente número de suicídios no Brasil. Quem explicou foi a psicóloga do Fórum local, Marcilene Célia Proto Gon Zaiden, que ressaltou o total apoio dado pelo juiz e diretor da comarca, Francisco Rogério Barros, bem como da administração do foro para que o evento fosse aberto também ao público externo.
 
Marcilene abordou em sua palestra fragmentos de casos clínicos no local em que atende em outro período. Além disso, uma pessoa com ideação (pensamentos/ideias sobre morte) e que faz acompanhamento com profissional de psicologia falou de sua experiência. “É um desafio falar sobre esse assunto. Além da necessidade de falar sobre a importância de quebrar o preconceito e o julgamento, abrir uma janela e não ter vergonha em pedir ajuda. É importante que as pessoas repassem as informações para que possam pedir ajuda sem ser julgados”, falou a profissional.
 
O evento contou com a participação de profissionais que voluntariamente entendem a importância de se reunir em eventos como este para tratar do assunto. A psicóloga da Comarca de Pedra Preta, Patrícia Bernardi Rockenbach, mostrou estatísticas relativas ao assunto, como lidar com pessoas que têm ideações ao suicídio e para onde encaminhá-las.
 
Também a psicóloga Sara Araújo tratou sobre as políticas públicas e as dificuldades de compreensão das pessoas quanto ao tema. Já a psicóloga e psicanalista Graciela Haydee Barbero levou as informações globais sobre o tema e também como a internet mudou o modo de interação entre as pessoas, bem como a cultura da morte. Ela mostrou um caso onde um suicídio foi transmitido de forma online, além de falar também das fragilidades dos laços sociais.
 
Marcilene Zaiden disse já ter ouvido diversas histórias de pessoas próximas com casos de suicídio na família, o que chamou atenção pelo “fato de o tema estar presente de uma forma ‘ausente’, uma vez que o assunto não é fácil de ser falado e tampouco escutado, como se fosse um tabu, além de ideações suicidas que frequentemente escuto na clínica, onde trabalho em outro período”, contou.
 
Ela destacou ainda que esses fatores, associados ao compromisso ético e social enquanto profissionais da psicologia, deixam ainda mais clara a necessidade de proporcionar um espaço para falar do sofrimento psíquico. “Além de falar sobre o suicídio, a proposta foi aproximar o Judiciário da sociedade. Ainda bem, que tanto o diretor quanto a administração pensam no mesmo sentido. Isso é muito importante”, finalizou.
 
Todos os participantes receberam certificado de quatro horas.
 
Qualidade de vida - Antes do início das palestras, o fisioterapeuta Fábio Rodrigues realizou com exercícios laborais com as pessoas presentes. Esta é uma prática do dia a dia de trabalho dos servidores nas comarcas onde o Programa Bem Viver, por meio dos fisioterapeutas credenciados, realizam sessões de ginástica laboral e alongamento.
 
Dani Cunha/Fotos: Comarca de Rondonópolis
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