Inscrições para curso sobre Justiça Sistêmica terminam na próxima terça-feira
Compreender os fatores do comportamento humano na busca pela resolução de um problema, de dentro para fora. Com foco também no social, o Poder Judiciário de Mato Grosso tem desenvolvido a cultura do diálogo e da pacificação por meio de técnicas autocompositivas. Entre elas, a "Postura Sistêmica", por meio da aplicação da filosofia hellingeriana, que busca compreender a origem do conflito e de comportamento em todas as relações que o homem empreende.
A “Justiça Sistêmica” é tema do curso cujas inscrições se encerram às 17h da próxima terça-feira (2 de fevereiro). A iniciativa é um desejo antigo da desembargadora Clarice Claudino da Silva, para que o olhar ao trabalho seja diferente, mais leve, refletindo diretamente no serviço ofertado.
As aulas serão por videoconferência e iniciarão no dia 10/2, ministradas para desembargadores e juízes, assessores, analistas judiciários, técnicos judiciários, mediadores e conciliadores, oficiais de Justiça, assistentes sociais, psicólogos, membros da Coordenadoria Militar, e todos aqueles que estão na linha de frente nos atendimentos aos jurisdicionados, inclusive em conflitos agrários.
Uma das instrutoras do curso, a juíza Eulice Jaqueline da Costa Silva Cherulli, diz que a Justiça Sistêmica traz uma nova visão de como exercer funções, de como lidar com tarefas cotidianas e desempenhar o cumprimento de metas.
Quanto ao curso, a magistrada afirma que os participantes “terão uma nova visão sobre a vida e as coisas do mundo, em face da postura sistêmica que serão treinados a utilizar. Primeiro haverá um ganho direto e pessoal imediato. A seguir a área de atuação profissional também receberá contribuição. A percepção das questões e tarefas cotidianas terão um entendimento diferenciado, e isso mudará para melhor a imagem do trabalho que o Tribunal de Justiça oferta.”
O presidente do Nupemec do TJMT, desembargador Mário Kono de Oliveira já se inscreveu para o curso. Questionado sobre o que o levou a querer participar do curso, ele disse que a justiça sistêmica é contemporânea e diverge do que aprendeu na academia, no exercício da advocacia, magistratura.
“De uns tempos para cá estamos vendo várias inovações em que se procurar resolver não os processos e sim o conflito, o problema social, econômico, emotivo, ou seja, aquilo que gerou o conflito, pois caso este não seja solucionado poderá gerar outros litígios e não será uma sentença em um processo que irá resolver um problema. A justiça sistêmica é mais um instrumento nesse sentido. Tenho muita curiosidade de conhecer, aprender suas técnicas e ver qual a melhor maneira que vou poder empregá-las em minhas atividades na busca da pacificação social”, afirmou.
Mário Kono disse ainda ter conhecimento das técnicas de conversação, de escuta ativa e principalmente de autocontrole, após mais de 20 anos de desenvolvimento de Justiça Terapêutica no Juizado Especial Criminal de Cuiabá. Para ele, são ferramentas que facilitam a vida pessoal e profissional. “Pelo que pude ver em entrevista feita pela juíza Jaqueline Cherulli, este curso, que é aberto não somente para magistrados, servidores, mas também para parceiros como Ministério Público e Defensoria Pública, será uma forma de fornecer meios para que a gente possa mudar. Qualquer mudança que você pensa para o social, a mudança deve acontecer primeiro consigo mesmo”, finalizou o desembargador.
O curso será desenvolvido pelo Instituto Desenvolvimento Sistêmico para a Vida Cursos e Treinamentos Ltda e as aulas ministradas também pelo fundador do iDESV, Décio Fábio de Oliveira Júnior, o doutor em Direito José de Magalhães Campos Ambrósio.
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Dani Cunha
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
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