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 21/10/2021   14:43 

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Redes de Enfrentamento à Violência contra a Mulher são fundamentais para acolhimento das vítimas

A Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher realiza ações de forma articulada com órgãos e instituições para a efetivação das políticas públicas para mulheres. Criadas nos municípios, funcionam como portas de entrada para a acolhida e encaminhamento das mulheres para os devidos atendimentos. Daí a importância da atuação em conjunto para que o serviço seja de fato realizado. Em Mato Grosso, o Poder Judiciário fomenta o engajamento dos atores para a criação, estruturação e fortalecimento das redes em todo Estado.
 
Os serviços, especializados e gratuitos realizados por meio das secretarias municipais, como saúde, assistência social, psicologia, trabalho, segurança pública auxiliam no resgate da autoestima e dignidade das mulheres vítimas de violência doméstica e de gênero.
 
A Lei Maria da Penha (N. 11.340/2006) determina essa integração e o Judiciário, como parte desse contexto, pode realizar reuniões com as instituições locais para a formação e fortalecimento das redes, além de promover eventos que tratem e informem sobre o tema.
 
A formação de uma Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar no município não tem custo financeiro, já que todo o trabalho é desenvolvido pelas secretarias municipais e não necessita de sede própria, pois já há a estrutura da administração municipal.
 
Também não há necessidade da criação de lei, somente a assinatura de protocolo de intenções entre os órgãos e entidades envolvidas mas só terá resultado se houver comprometimento e compromisso dos envolvidos para atuar em defesa das mulheres.
 
Cada município, de acordo com a realidade e estruturação, poderá desenvolver outras iniciativas em conjunto na rede conforme os parceiros e programas, como projetos de valorização pessoal e empoderamento, reinserção no mercado de trabalho, entre outros.
 
Para que haja o atendimento adequado, a Coordenadoria Estadual da Mulher (Cemulher) tem realizado capacitações voltadas aos profissionais que atuam nas varas de violência doméstica de Mato Grosso e também àqueles (as) que integram as equipes multidisciplinares.
 
A coordenadora da Cemulher e vice-presidente do TJMT, desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, destaca que é de grande importância que os profissionais que integram a rede estejam preparados para receber as vítimas da violência doméstica.
 
“Quando essas mulheres procuram ajuda, já estão extremamente fragilizadas, machucadas, muitas vezes, pelo seu companheiro e pai dos seus filhos. Por isso é importante preparar psicólogos e psicólogas, assistentes sociais, por exemplo, que são os primeiros a recebê-las”, diz.
 
Para a magistrada é primordial que as administrações municipais entendam a importância de se criar as redes de enfrentamento. “Como o próprio nome diz é uma rede, um trabalho de união e que só funciona dessa forma, se todos estiverem envolvidos, onde seu principal objetivo é o acolhimento, atendimento humanizado e o enfrentamento da violência doméstica.”
 
Quebre o ciclo - O Poder Judiciário de Mato Grosso lançou este ano a campanha “A vida recomeça quando a violência termina: quebre o ciclo” para o enfrentamento da violência doméstica contra a mulher. A iniciativa da gestão do TJMT para o biênio 2021/2022, presidida pela desembargadora Maria Helena Póvoas tem mobilizado vários órgãos e instituições no intuito de levar informações para mulheres que sofrem qualquer tipo de violência. Materiais produzidos pelo Judiciário estão sendo difundidos pelos parceiros que abraçaram esta ação.
 
 
 
Saiba como funcionam as redes em Cuiabá e Barra do Garças:
 
 
 
 
 
Dani Cunha
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br