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 07/12/2021   13:25 

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Horta garante trabalho, melhor alimentação e remição de pena para presos de Tangará da Serra

Ronaldo Vicente se alegra em falar do seu trabalho na horta do Centro de Detenção Provisória de Tangará da Serra (a 239 km a médio-norte de Cuiabá). Há quase um ano ele e outros reeducandos cuidam das hortaliças, carpem, aram e colhem os alimentos fresquinhos. Além do trabalho, o cultivo na horta também serve para remição da pena.
 
O direito à remição de suas penas está previsto na Lei de Execuções Penais (Lei nº 7.210/84). A cada três dias de trabalho, o preso tem o benefício de um dia a menos em sua pena. A unidade também oferece vagas para trabalho extramuros para 20 reeducandos em parceria com Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e Prefeitura.
 
“Aqui na horta não tem tempo para ficar parado e pensando nas coisas. O trabalho na terra é muito bom - para gente não ficar só lá dentro preso sem fazer nada. Tenho muita satisfação de poder semear, cuidar e ver essas verduras dando bons frutos”, comentou o reeducando que ainda precisa cumprir 6 anos de condenação. Dentro da unidade ainda há reeducandos que trabalham na marcenaria, na serralheria e nas obras de expansão que contará com uma sala de visita, quadra poliesportiva e salas de aulas.
 
Para a juíza Helícia Vitti Lourenço, o trabalho que visa a ressocialização é sempre bem-vindo. “Nossas Inspeções também incentivam ações de ressocialização como o trabalho dentro e fora desses muros. As boas praticas devem ser compartilhadas e alcançar mais reeducandos e unidades prisionais no Estado”, ponderou.
 
O diretor da unidade prisional, Roberto Siqueira, explicou que o objetivo desses projetos é dar ferramentas para a ressocialização. “No passado havia aquela ideia errônea de que quanto mais presos amontoados melhor, mas felizmente nós superamos esse pensamento absurdo. Nosso objetivo é ressocializar essas pessoas, pois um dia elas irão voltar ao convívio social e nesse momento é importante que eles tenham condições para isso”, explicou Roberto Siqueira.
 
Ulisses Lalio
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
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