Corregedor conversa com gestores de 1ª, 2ª e 3ª entrâncias
Dando prosseguimento aos novos canais de comunicação entre a Corregedoria-Geral da Justiça e os servidores mais de 150 gestores judiciários de comarcas de primeira, segunda e terceira entrâncias de Mato Grosso, participaram de uma reunião virtual com o corregedor, desembargador José Zuquim Nogueira. Na oportunidade o magistrado e sua equipe ouvem os anseios e necessidades dos servidores do PJMT na busca pela melhor prestação jurisdicional. Recentemente a ação foi desenvolvida junto aos gestores das Comarcas Especiais.
“Tudo passa, como dizia Chico Xavier. Este é um dos piores momentos da humanidade, mas vamos superar e o Poder Judiciário está sendo muito cobrado. A população precisa de nossos serviços e, sobretudo, de nossa eficiência na prestação jurisdicional. Quero dizer que me sinto muito satisfeito, alegre por estar aqui com os senhores. É uma reunião de trabalho, vocês são a ponta da atividade judicial. O sucesso de nossas ações dependem quase exclusivamente do trabalhos de vocês”, disse o corregedor Zuquim que ainda ressaltou que novas reuniões como esta serão feitas mais vezes.
“Queremos falar da importância que vocês têm para os resultados do Poder Judiciário. Deixamos as últimas colocações dentre os tribunais brasileiros para melhor eficiência. E este dado é alcançado com o serviço dos senhores. O resultado de sua unidade contribui de forma direta. A ideia da Corregedoria é lhes fornecer melhores meios para que desenvolvam da melhor maneira suas funções. Vamos conversar sobre equipes, ferramentas e sistemas que nos ajudarão. Vocês são o capital intangível do Poder Judiciário. Precisamos primeiro ouvi-los, acolher as ideias que vêm da ponta, queremos construir pontes, criar canais de diálogos” , disse o coordenador da Corregedoria, Flávio de Paiva Pinto.
Entre os principais assuntos da reunião estiveram o Balcão Virtual; Devolução de processos digitalizados; política de digitalização, canais de comunicação, entre outros. Na sequência o juiz auxiliar, João Thiago de França Guerra, explanou sobre o Balcão Virtual. “Estamos avaliando as dificuldades enfrentadas e estudando possibilidade para melhorarmos nossas capacidades de entrega. Queremos reconstruir nossa capacidade, ainda que nesta situação tão adversa. Identificamos a sobrecarga de atendimentos que acabou ocorrendo na pandemia. Criamos muitos canais, temos sim que atender nossos clientes e sempre da melhor maneira possível, mas de outro lado temos metas a serem cumpridas. Temos até o dia 30 de abril para repassarmos dados internos e em maio, devemos encaminhar estes dados ao CNJ. É um dos inúmeros compromissos que também temos”, pontuou o juiz que também conduziu a reuniãoe fez diversos esclarecimentos.
Renata Bueno, diretora do Departamento de Aprimoramento do Primeiro Grau (Dapi), agradeceu a participação dos gestores nos cursos on line. “Observamos o interesse dos senhores em quererem melhorar o sistema. Anunciou que nossa equipe do Dapi está trabalhando em várias sugestões elencadas por vocês e que vamos ajustar tudo o que é possível em nossas ferramentas. Trabalhamos com dados o tempo todo. As decisões judicias devem estar catalogadas da melhor maneira possível. As Secretarias produzem informações. Temos vídeos aulas, mas ainda vamos realizar mais treinamentos. As informações vão melhorar a qualidade de nossos dados. Estamos em um novo momento e nosso grande desafio é fortalecer nosso relacionamento. Se conseguirmos melhorar a direção dos trabalhos, conquistaremos melhor qualidade de vida também”, considerou a diretora.
A equipe ouviu os servidores que não economizaram na participação com pedidos de apoio e indicações por melhorias. Robson Santos disse que precisa de mais informações. “Queremos compreender o que devemos fazer melhor. Durante o tele trabalho notei que gasto cerca de 50% do meu tempo atendendo nossos clientes. Em alguns momentos isso prejudica nossa produtividade”, pontuou o gestor da Quarta Vara de Tangará da Serra. Rafael Koch, gestor de Ribeirão Cascalheira elogiou a iniciativa de um canal exclusivo para ouvir os gestores. “Antes tínhamos um contato apenas institucionalizado, via malote ou documentos. E esta oportunidade de sermos ouvidos é essencial. Parabenizo esta equipe pela iniciativa. Estamos com os fóruns fechados, como faremos para digitalizar nossos processos?”, revelou o gestor.
Milene Arissava “Notamos vários gargalos tivemos um crescente aumento do número de divórcios. A demora tem sido grande no retorno de alguns processos. Eles dependem de outros trâmites. Nossa maior dificuldade hoje creio que seja o próprio cadastramento de dados. O CNJ depende deles, mas o início da ação não é parte dos servidores. Acabamos tendo retrabalho e isso prejudica muito. O TJMT é organizado, decente, probo e em meio a pandemia sempre saiu à frente com inovações, soluções. E nós somos extrema e plenamente capazes de entregar um bom trabalho e chegar ao selo diamante. Nos deem condições pra você ver se a gente não melhora muito”, disse a gestora da 1ª Vara Cível de Nova Mutum.
Marcos Bodstein Villaca Filho, gestor da Segunda Civil de Juína também fez apontamentos. “Temos poucos servidores, precisamos de estagiários e o trabalho está prejudicado pela pandemia. Quando temos um quadro que nunca se preenche, ficamos sem condições. Podemos melhorar a preparação de nossos estagiários também? Enfrentamos dificuldades no cumprimento dos mandados, não por culpa dos servidores, mas pela atual situação, que não está fácil”, considerou.
Irene Fermino da 2ª Vara de Peixoto “Nosso magistrado determinou que todos os servidores atuassem em outras funções, mas ainda precisamos de equipamento”. Clarice Viega, gestora em Vila Rica. “Nos falta estrutura ainda. Faltam scanners. Temos mais de seis mil processos para serem migrados para o PJE. O momento de pandemia tem dificultado, mas queremos alcançar as metas dentro dos prazos. Temos interesse e ao mesmo tempo sabemos que passamos por momentos difíceis”.
Myrna Viana. “Quanto aos servidores que não estão trabalhando em decorrência de serem grupos de risco, poderiam ser deslocados para exercer outras funções? Queremos evitar sobrecargas. Estamos esgotados fisicamente, emocionalmente, em decorrência da pandemia também”, disse a gestora da 2ª Vara de Colíder. Jucileine Kreutz de Lima, gestora de Tapurah e Dina Laurenço, gestora da 4ª Vara de Barra do Garças, também acrescentaram observações e necessidades.
Todas as perguntas foram respondidas pelo juiz João Thiago, que esclareceu que a maior parte das questões Administrativas já foi encaminhada à Presidência e que a gestão está atuando para a resolução das solicitações. Quanto às demandas que envolvem a CGJ também estão em andamento para atendimento e melhoria do fluxo. Os demais juízes auxiliares da Corregedoria também fizeram uso da palavra e responderam questionamentos
O juiz auxiliar Emerso Luis Pereira Cajango alertou sobre a digitalização. “Temos cerca de 200 mil processo físicos em nosso Estado e o prazo de digitalização vai até o dia 31 de dezembro deste ano. Estamos digitalizando Cuiabá e um pouco de Várzea Grande. Já vamos iniciar o processo na Quarta Vara de Tangará. Uma questão que também estamos enfrentando é a impossibilidade de viajarmos e entrarmos nos fóruns, mas neste momento é necessário. Assim que pudermos viajar faremos o escaneamento ou realizaremos a migração in loco”, pontuou o juiz Cajango.
“Estamos nos organizando cada dia mais e precisamos de vocês. Podem confiar na Corregedoria que quer o melhor para o jurisdicionado e servidor”, disse o juiz Eduardo Calmon. “Foi timo ouvi-los. Intervenções bastante oportunas. Saber das necessidades de vocês é essencial para auxiliarmos e realizarmos o melhor serviço possível”, concluiu a juíza auxiliar, Christiane Costa Marques Neves.
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Ranniery Queiroz
Assessoria de imprensa CGJ-TJMT











