Dia dos Pais: filhos de servidores e magistrados homenageiam e revelam o que mais gostam nos pais
O que vem a sua mente quanto você se lembra do seu pai? Esta foi a pergunta que fizemos para os filhos de alguns servidores e magistrados do Poder Judiciário de Mato Grosso, em homenagem ao Dia dos Pais, que é comemorado neste domingo (8 de agosto). E mesmo sendo de faixas etárias e perfis completamente diferentes, por mais incrível que pareça, a resposta foi unânime: “ele me traz segurança!”.
PAI PROTETOR
Seguros e cuidados, é assim que se sentem Lorenzo, de 11 anos, e Victor Hugo, de 8 anos, filhos do juiz da Primeira Vara Criminal de Rondonópolis, juiz Wagner Plaza Machado Junior.“Meu pai é dedicado, carinhoso, amoroso, inteligente e, mesmo trabalhando bastante, está sempre se esforçando para estar com a gente. Eu gosto muito do jeito dele, porque ele me faz sentir seguro e acolhido. Quero ter ele perto de mim o resto da vida. Eu amo muito ele!”, conta Lorenzo, que puxou o apurado senso de justiça do pai.
Entre as atividades que eles mais gostam de fazer juntos, os meninos destacam assistir filmes em família, jogar UNO, fazer trilhas e comer as comidas deliciosas que o pai cozinha. Já a qualidade que eles mais admiram no pai é a compaixão.
“Tem várias coisas que eu admiro nele. Eu adoro quando ele não pensa só nele e pensa nos outros. Admiro muito como ele ajuda as pessoas. Ele é um homem bom. Está sempre comprando cestas básicas para ajudar as pessoas. Penso que tenho que aproveitar muito ele. Meu maior medo é perder minha família. Amo muito todos eles e só desejo amor e mais amor neste Dia dos Pais”, confidencia Victor Hugo, que dizem ser a miniatura do pai.
PAI AMIGÃO

Quem também vê o pai como um grande companheiro são os filhos do técnico judiciário lotado em Colniza, Neverton Aparecido Gossler Lima, Gabriel, de 11 anos, e Miguel, de 6 anos.
“Meu pai é um grande amigo. Ele sempre ajuda a gente com as coisas, com as tarefas da escola e a cuidar das nossas irmãzinhas (gêmeas de 1 ano). Também gosto muito da comida dele, ele faz um pão com ovo, no café da manhã de domingo, que eu adoro. Além disso, ele também brinca bastante com a gente. Minha brincadeira preferida é o futebol, mas como meu pai está com o joelho machucado, teve que parar de jogar por um tempo. Por tudo isso, eu quero agradecer a ele. Tenho vontade de retribuir tudo o que ele me dá e tento fazer isso sendo um bom filho. Nós amamos muito ele!”, fala Gabriel, que garante que o que mais tem em comum com o pai é uma azia.
Miguel, o filho caçula, conta que também vê o pai como um amigo, mas um amigo que ajuda com coisas difíceis. “Ele é responsável e trabalhador. Cuida da mamãe, dos bebês e da gente. Estou gostando muito de ele estar trabalhando de casa agora na pandemia, porque a gente pode ficar mais perto dele. Eu gosto muito dele e amo ele”, admite Miguel, que conta que se parece com o pai no cabelo.
PAI BRINCALHÃO

Para o estudante Kelvin Ortega Garcia da Silva, de 13 anos, filho do Oficial de Justiça de Alto Taquari, Elvis Garcia, o pai deixa as coisas muito mais divertidas.
“Ele é brincalhão com as pessoas. Tá sempre fazendo graça e isso deixa as coisas mais divertidas. Sem falar que ele é muito generoso. Tá sempre ajudando as pessoas, dando dinheiro para quem precisa. Acho que ele faz isso, porque tenho uma irmã especial que precisou fazer uma cirurgia e ele não tinha dinheiro. Aí meu avô e um monte de amigos ajudaram ele. Agora, sempre que ele pode, ele ajuda alguém. Aprendi a ser generoso com o meu pai”, revela Kelvinho.
Dentre as muitas aventuras que já teve com o pai, o menino destaca a construção da piscina da casa. “Nós dois gostamos de nadar e já fizemos aula. Meu pai estimula muito a prática de esportes. Eu até já participei de duas olimpíadas de natação na escola. Por causa da pandemia, tive que parar de nadar, aí meu pai e o tio-avô dele resolveram construir uma piscina aqui em casa. Eu ajudei a cavar e a fazer a piscina e tudo. Quando terminou foi um alívio, todo mundo foi correndo pular na piscina. Foi demais! Por isso, nesse dia dos pais quero dizer pro meu pai que eu amo ele muito, de montão mesmo. Sou muito grato de ter ele. Ele é o melhor do mundo pra mim”, confessa Kelvinho, que diz ter o mesmo bom humor do pai.
PAI EXEMPLO

Duas das maiores lições de vida que João Gualberto Nogueira Neto, filho do corregedor-geral da Justiça estadual mato-grossense, desembargador José Zuquim Nogueira, aprendeu com o pai foram: 1) O que é certo, é certo e 2) Pacú é a meia água.
“Para o meu pai não existe zona cinzenta entre o certo e o errado. Ou é um ou é o outro e ele sempre procurou passar isso para a gente. E mais do que isso, ele sempre procurou mostrar as consequências de não seguir uma conduta certa. Meu pai me ajudou muito a enxergar que você não pode vacilar na hora de tomar determinadas decisões”, revela Neto.
Já a segunda lição, sobre o “pacú é meia água”, tem a ver com as inúmeras pescarias que fez na companhia do pai, desde os seus 5 anos.
“As pescarias são os melhores momentos que eu tenho com ele. Sempre foi um ritual, um momento nosso de pai e filho. Nós já pescamos por todo este Estado. Ele me ensinou a pescar, a pilotar barco, a entender de peixe, de navegação e muitas outras coisas. E agora eu to passando isso pro meu filho mais velho de 6 anos. Sobre “o pacu é meia água”, é uma coisa que ele sempre me disse e eu demorei anos, por teimosia e imaturidade, para entender. Quer dizer que para pegar Pacú é preciso isca e chumbada para meia água. Não adianta jogar a chumbada em água funda, porque o pacu nada no raso. Hoje eu sei que ele sempre esteve certo sobre isso”, brinca o técnico judiciário.
Aos 41 anos, mais consciente do representa a paternidade, já que é pai de dois meninos, Neto diz que tenta repassar os valores morais que o pai lhe ensinou. “Quero que meus filhos sintam uma coisa que meu pai sempre me fez sentir, a sensação de que eu sou uma galinha choca para eles, sabe? Quero que meus filhos saibam que podem contar comigo e se sentirem seguros, assim como eu sempre me senti protegido com o meu pai”, revela Neto, que conta que além da barriga, se parece com o pai no gosto pela culinária.
Por fim, questionado sobre o que diria para o pai caso tivesse uma única oportunidade, ele respondeu: “Eu diria que ele fez um bom trabalho em todos os aspectos da vida dele, seja no profissional ou no pessoal. Mas, se tem um sucesso que deve ser coroado mesmo é na condição de pai. Ele nos proporcionou tudo o que podia, às vezes até o que não podia, para que nós ficássemos mais felizes e tivéssemos uma vida mais plena. Eu só tenho a agradecer pela presença dele na minha vida. Me sinto rico só por tê-lo ao meu lado. Acredito que minhas irmãs e meus filhos (que ele fica enfiando doce o dia inteiro) também se sintam assim em relação a ele”, declara.
PARABÉNS A TODOS OS PAIS DO JUDICIÁRIO! Sintam-se todos homenageados.
E é justamente por não medir esforços para garantir todo este cuidado e proteção aos seus rebentos, que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso parabeniza a todos os pais pela data.
Obs: Gostaram da surpresa, papais? (Os pais dos entrevistados não estavam sabendo da matéria, pois a homenagem era uma surpresa.)
Mariana Vianna
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
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