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 06/01/2022   16:17 

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Presidente do Judiciário dedica Ano Judiciário de 2022 ao desembargador Munir Feguri

Com o retorno do expediente normal nesta sexta-feira (07) dos órgãos de Primeiro e Segundo Graus de Jurisdição a presidente do Poder Judiciário de Mato Grosso, desembargadora Maria Helena Póvoas, declarou que o Ano Judiciário de 2022 será dedicado ao desembargador aposentado Munir Feguri, que morreu no dia 31 de dezembro de 2021, aos 83 anos.
 
“Perdemos um grande homem, que dedicou sua vida ao Direito. Marido exemplar, pai e avô amado. Munir lutou bravamente contra uma doença degenerativa autoimune e nos deixou o exemplo de resiliência e um legado pelos serviços prestados ao Sistema de Justiça”, refletiu a presidente.
 
Assim como Maria Helena, Munir Feguri era cuiabano, ingressou no Tribunal de Justiça de Mato Grosso pelo Quinto Constitucional e foi presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso.
 
Feguri cursou Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito de Cuiabá, presidiu a OAB-MT entre 1983/1985, antes de ingressar na magistratura integrou o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil. Nesse período foi o relator da mudança da sede nacional da OAB do Rio de janeiro para Brasília e dentre seus projetos de luta constam a criação do Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região, com sede em Cuiabá, e oito Juntas de Conciliação e Julgamento em Mato Grosso. Ele também presidiu o Instituto dos Advogados de Mato Grosso, no biênio 1991/1993.
 
Carreira na magistratura - No Tribunal de Justiça foi eleito vice-presidente para o biênio 1999/2001. Entretanto, devido ao falecimento do então presidente Wandyr Clait Duarte, assumiu a Presidência, permanecendo à frente do Judiciário até março de 2001.
 
Em sua gestão como presidente, Munir Feguri deu início à construção de um novo anexo do Tribunal de Justiça, onde hoje estão abrigados os gabinetes dos desembargadores e os plenários, e que foi batizado de Anexo Desembargador Atahide Monteiro da Silva.
 
Foi no biênio 1999/2001 que o Tribunal de Justiça passou a ser interligado às comarcas por meio de uma intranet, que dinamizou a fluxo de informações e de documentos. Durante essa gestão foram implantados, ainda, o suporte remoto de TI às comarcas; consulta a processos da primeira instância; sistema de protocolo e recebimento de atos processuais via internet; automação do Funajuris; e implantação do sistema Push, para recebimento de informações processuais.
 
O desembargador assumiu a Corregedoria-Geral da Justiça no biênio 2005/2007 e aposentou-se em junho de 2008.
 
O magistrado deixou três filhos, a juíza Lamisse Feguri, o servidor do Tribunal, Neif Feguri e o médico Gibran Feguri.
 
 
Alcione dos Anjos/Fotos: Arquivo da família
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
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