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 23/02/2022   17:13 

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Atuação dos magistrados nas unidades prisionais fortalece o sistema, diz juiz Geraldo Fidelis

A realidade do sistema prisional acompanhada pelos magistrados e magistradas foi levada à discussão durante o Curso Oficial de Formação Inicial (Cofi) aos 25 novos juízas e juízes substitutos que ingressaram no Poder Judiciário de Mato Grosso. O juiz Geraldo Fernandes Fidelis Neto, da 2ª Vara de Execuções Penais, aproveitou a oportunidade para sensibilizar os ingressantes na magistratura para que estabeleçam proximidade com o cotidiano das cadeias e penitenciárias das comarcas onde forem designados. A vice-Diretora da Escola Superior da Magistratura (Esmagis), desembargadora Helena Maria Bezerra Ramos e o desembargador Juvenal Pereira da Silva estiveram presentes para saudar a turma.
 
“Queremos dizer que o Judiciário está confiante no reforço que os novos magistrados trarão para a sociedade e esperamos que aproveitem a oportunidade de aprender com aqueles que já passaram por essas cadeiras”, disse a desembargadora.
 
Na mesma linha, o desembargador enalteceu a participação e o envolvimento da turma com os temas propostos no Cofi. “Quando estiverem nas comarcas, vocês irão perceber como essas aulas farão a diferença, pois na sala de aula estão sendo ministrados conteúdo relevantes e da realidade da magistratura”, apontou.
 
Palestrante, o juiz Geraldo Fidelis destacou que a atuação dos magistrados, se fazendo presentes nas unidades prisionais, fortalece o sistema. “Quanto maior a interação do magistrado, respeitando sua imparcialidade, sua integridade, mas conversando e interagindo com a sociedade, ele será uma pessoa muito mais respeitada. Um dia ouvi uma frase que sempre carrego comigo que é: Não se respeita o que não se conhece. A partir do momento em que se é conhecido, se é respeitado. É importante que saibam disso e levem sua participação na sociedade, tenham suas portas de gabinetes abertas a esse público tão importante”.
 
Na oportunidade, a juíza da 1ª Vara Criminal da Comarca de Cáceres, Helícia Vitti Lourenço, relatou experiências pelas quais passou ao longo da carreira e destacou a importância de ir além das teorias no momento em que os juízes estiveram atuando.
 
“É muito gratificante dar essa contribuição aos novos colegas que ingressam na magistratura. Fiquei muito feliz com a oportunidade de trocar ideias e colaborar. Não é apenas uma aula no sentido formal, aqui é mais profundo o processo do conhecimento. A execução penal é uma aula muito importante para os colegas, trazemos experiência práticas”, avaliou.
 
Fidelis concluiu ainda que o conteúdo e a forma de abordar os temas buscou tratar de assunto para além do ordenamento jurídico. “Falamos de aspectos locais quanto à situação da mulher encarcerada, a atenção ao público LGBTQIA+, a porta de saída para retirar esse público do crime, reinserir na sociedade para que não voltem mais para a violência. São situações de fato que não estão nos jornais e nem nos livros, mas na experiência do cotidiano”.
 
Os participantes também puderam ouvir e conversar profissionais que atuam junto ao sistema prisional como o secretário adjunto de Administração Penitenciária, Jean Carlos Gonçalves, o diretor do Centro de Ressocialização de Cuiabá (CRC), Winkler Freitas, a colaboradora do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo de Mato Grosso (GMF-MT), Patrícia Cristina dos Santos Bachega Soares e do coordenador da Rede de Atenção à Pessoa Egressa do Sistema Prisional (Raesp) Sandro Augusto Lohmann.
 
Andhressa Barboza/ Fotos: Alair Ribeiro
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