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 11/04/2022   13:52 

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Melhorias no sistema socioeducativo são debatidas em evento com participação do Poder Judiciário

As possíveis melhorias que podem ser implementadas para aprimorar o sistema socioeducativo de Mato Grosso, que lida com menores em conflito com a lei, foram discutidas em evento realizado nesta quinta-feira (07), no Fórum de Cuiabá.
 
O juiz titular da 2ª Vara Especializada da Infância e Juventude de Cuiabá, Túlio Duailibi, participou do terceiro e último dia do Seminário Estadual sobre a Prática Socioeducativa, destinado a profissionais que trabalham na área.
 
“Discutimos alinhamento, padronização e uniformização de ações entre as diversas equipes que atuam nas unidades de internação. Tentamos passar a percepção de como o sistema de justiça olha para as atividades desenvolvidas dentro das unidades”.
 
A padronização mencionada pelo magistrado traz mais segurança para a análise das medidas socioeducativas, ele defende. Por exemplo, as unidades de Rondonópolis, Sinop, Lucas do Rio Verde precisam estar alinhadas no procedimento das medidas de internação.
 
Defensoria Pública - O ponto de vista da Defensoria Pública foi apresentado pelo defensor Alysson Costa Ourives, no sentido de discorrer sobre o olhar social para além da internação, pensando no futuro dos adolescentes internados, e sobre a atuação de defesa e fiscalização prestadas pelo órgão.
 
“Falamos do sentido da defesa e da fiscalização que são feitas pela Defensoria. Não é só fazer a defesa técnica, mas olhar o todo. A Defensoria Pública tem um olhar mais social, não só dos meninos e meninas que estão internados, mas da família deles, se estão sendo bem tratados ou não, conversar sobre o pretérito deles, que muitos não tiveram família estruturado. Através da Defensoria procuramos passar isso e pensar no futuro desse adolescente”
 
Ministério Público - O promotor da Infância e Juventude que atua há nove anos na área, Rogério Bravin, também participou da mesa-redonda do seminário. “Estamos lidando com adolescentes em conflito com a lei. A partir do momento que ele ingressa em uma unidade de internação, temos que ter um olhar mais humanizado. Temos que pensar como queremos esses adolescentes de volta à sociedade? Nós, todos os atores da infância, procuramos o máximo possível disponibilizar medidas sociopedagógicas, melhoria nos estudos, pratica de cursos, esportes para melhorar aquele adolescente e para que haja mudança de comportamento deles”.
 
 
Mylena Petrucelli/ Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
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