Profissionais de escola de Cuiabá elogiam curso da Justiça sobre treinamento em mediação
Em casa, no trabalho, nos encontros familiares, sem mesmo terminar o ciclo de formação já estávamos espalhando sementes da mediação e da restauração, procurando tornar-nos cada dia melhores. Esta frase faz parte do texto encaminhado ao Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso pelos professores, técnicos, agentes e coordenadora pedagógica da Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Senador Darcy Ribeiro, em Cuiabá, para registrar a gratidão pela realização do Treinamento de Mediação e Resolução de Conflitos no âmbito escolar.Os 20 profissionais que participaram da primeira turma de mediação do colégio, além de destacar a relevância do curso, com duração de duas semanas, homenagearam a instrutora, Maria Helena de Deus Bezerra, servidora aposentada do Judiciário mato-grossense, pela condução das atividades. Eles dizem que o treinamento abalou de forma positiva as estruturas emocionais, com a aplicação de muitos conceitos e formas de interpretar e significar as ações para a vida de cada um, de cada uma. “As técnicas da medição de conflitos podem nos ajudar de forma bem especial a transformar conflitos em responsabilidades”, diz a instrutora.
Maria Helena, que tem formação em Direito, especialista em Processo Civil e em fase conclusiva do mestrado em Mediação e Resoluções de Conflitos, pela Fundação Universitária Iberoamericana (Funiber), frisou que, em muitas situações, é possível perceber e que crianças, jovens e adultos carregam internamente muitas feridas, mágoas e dores e quando são ouvidas adequadamente, respeitosamente, passam a agir de maneira diferente, grandiosa. A instrutora assegurou que o uso da comunicação não violenta (CNV) agrega valores, uma vez que as palavras certas, de forma certa podem tocar as pessoas. Na visão dela, as técnicas de mediação, aliadas as ferramentas da CNV e da Justiça Restaurativa, contribuem e dão o tom para descontruir uma cultura enraizada em práticas de violência verbal e não verbal.
A instrutora assegurou que constatar, de acordo com os relatos dos participantes, que o grupo está procurando aplicar as técnicas aprendidas no treinamento para mudar uma cultura de violência pela cultura de paz é absolutamente compensador e instigante. Maria Helena acentuou que quando consegue tocar de formar certa na alma e no coração das pessoas, fazendo com que acreditem que é possível ter um ambiente escolar melhor e harmonioso, realmente, é uma realização que provoca alegria e felicidade.
Maria Helena aproveitou a homenagem dos profissionais da Educação da Escola Darcy Ribeiro para agradecer ao desembargador Mário Roberto Kono de Oliveira e a juíza Cristiane Padim da Silva, presidente e coordenadora do Nupemec, respectivamente, pela oportunidade e pela confiança no trabalho desenvolvido no estabelecimento de ensino.
#Paratodosverem Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição de imagem: Foto em formato quadrado colorida com os participantes do Treinamento de Mediação e Resolução de Conflitos no âmbito escolar. Todos estão no centro de uma sala de aula, bem próximos, com as mãos estendidas em círculo. Todos vestem roupas coloridas, sendo que a maioria está de cor verde. Entre os profissionais da escola três são homens. Ao redor do grupo tem mesas brancas com cadeiras da cor azul claro e duas estantes abertas com livros, cadernos e outros materiais escolares.
Álvaro Marinho
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br











