Mais de 11 mil pessoas foram acolhidas nos Centros de Atendimento do Poder Judiciário
Mulheres vítimas de violência encontraram nos Fóruns de Cuiabá e Várzea
Grande a justiça e o acolhimento humanizado, que foram viabilizados pelos Centros
de Atendimento às Vítimas de Crimes e Atos Infracionais (Ceavs) de cada
município. Ao todo, mais de 11 mil atendimentos foram realizados nas duas
unidades do Poder Judiciário de Mato Grosso, entre 2023 e 2024.
Idealizado para o atendimento, acolhimento e orientação às vítimas
diretas e indiretas de crimes e atos infracionais, os locais dispõem de
atendimento psicológico e auxiliam as vítimas na reconstrução da vida pessoal e
profissional.
Em Cuiabá, o Ceav Cuiabá realizou mais de 7,94 mil atendimentos, que
resultaram em encaminhamentos, orientações e ambiente de espera. “Foram
diversas ações realizadas pelo Ceav no último biênio, por meio das quais
verificamos impacto, de uma maneira geral, na vida das vítimas atendidas. São
diversos os encaminhamentos efetuados pelo Centro. Proporcionamos acolhimento
psicológico e social, oportunidade de emprego e estudo, dentre outras
atividades”, destacou a coordenadora do Ceav Cuiabá, juíza Ana Graziela Vaz de
Campos Alves Corrêa.
Dentre as ações realizadas está o projeto “Mulheres em Defesa”, o qual
acolheu e treinou mulheres vítimas de violência doméstica assistidas pela
unidade. Quase 50 mulheres já foram atendidas pelo programa.
Para compor e auxiliar a renda financeira dessas mulheres, o Ceav Cuiabá
também promoveu a 1ª Feira Gastronômica 'Empodera Mulher', cuja próxima edição
está prevista para o 1º trimestre de 2025.
“A expectativa para o próximo ciclo de trabalho é cuidar de todas as
vítimas, com implementação de novos projetos e novas formas de atendimento e
serviços prestados. O nosso trabalho é melhorar a situação das vítimas que
procuram o atendimento do Ceav”, reforça a juíza Ana Graziela.
Ceav Várzea Grande
O mesmo cuidado e atenção foi realizado com mais de 3,5 mil mulheres
acolhidas pelo Ceav de Várzea Grande.
“Em nosso município, o impacto das ações realizadas foi positivo,
trazendo uma melhor qualidade de vida às vítimas de violência, com inclusão das
vítimas da Vara de Violência Doméstica: Mulheres e Crianças (Crimes–Lei Henry
Borel), que é a nossa principal demanda”, aponta a coordenadora do Ceav Várzea
Grande, juíza Rachel Fernandes Alencastro Martins.
Em dois anos, a unidade desenvolveu atividades de acolhimento e escuta
terapêuticas diárias; encaminhamentos à rede de saúde pública; inserção de mulheres
no mercado de trabalho; Círculos de Construção de Paz, dentre outros.
“O objetivo é dar continuidade aos projetos, realizando mais
atendimentos para podermos contribuir na eliminação do ciclo de violência.
Realizar palestras informativas, eventos direcionados, oficinas, atendimentos
clínicos e outros. Estamos no aguardo da aprovação do Projeto “Transformando
Vidas”, que objetiva a formalização das parcerias com as faculdades de Várzea
Grande. Com isso poderemos dar mais suporte às vítimas que dependem de atendimento
clínico e que não têm condições financeiras para arcar com os custos”, destacou
a magistrada.
Acesse este link e saiba mais sobre os Ceavs Cuiabá e Várzea Grande.
Priscilla Silva
Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
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