Projeto Círculos Coloridos na Saúde atende cuidadores de pessoas com Alzheimer; inscrições abertas
A comarca
de Chapada dos Guimarães, por meio do projeto "Círculos Coloridos na Saúde", implementa uma iniciativa
inovadora que une Justiça Restaurativa e tecnologia para apoiar a saúde mental
de cuidadores e familiares de pacientes com Alzheimer, inclusive de outros
Estados. Utilizando círculos de diálogo virtuais, o projeto oferece
acolhimento, informação, autocuidado, esperança e a troca de experiências e
desafios enfrentados pelos participantes.
O
Alzheimer, uma doença neurodegenerativa, impacta não só a vida da pessoa
diagnosticada, mas também a de seus familiares e da sociedade em geral. Nesse
contexto, o cuidador desempenha um papel crucial, assumindo uma
responsabilidade que vai além do cuidado individual e demanda um olhar
restaurativo.
Os próximos círculos coloridos da
saúde para cuidadores de pessoas com Alzheimer serão realizados nos dias 21 e
23 de dezembro, das 8h às 11h, em formato virtual. Cuidadores de todo o País
interessados em participar podem entrar em contato com o Centro Judiciário de
Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de Chapada dos Guimarães, pelo WhatsApp
(65) 99202-1561 ou pelo e-mail cgu.cejusc@tjmt.jus.br.
Para o
juiz e coordenador do Cejusc de Chapada dos Guimarães, Leonisio Salles de Abreu Júnior, o apoio social é fundamental para
esses cuidadores. “Precisamos valorizá-los, oferecer suporte, reconhecer a
profissão de cuidador e fomentar o trabalho dos grupos de apoio. Um exemplo é o
‘Cuida de Mim, Alguém Que Eu Amo Tem
Alzheimer’, com o qual firmamos parceria para realizar círculos virtuais
mensais. Já realizamos seis encontros: três em outubro e três em novembro”,
destaca.
Os
círculos têm revelado que cuidar de uma pessoa com Alzheimer é uma jornada
desafiadora, que exige paciência, empatia e compreensão das mudanças
comportamentais e cognitivas do paciente, além de respeito e carinho. Também é
necessário que o cuidador se mantenha atualizado sobre a doença, suas
diferentes fases e as melhores práticas de cuidado. Outro ponto essencial é o suporte emocional, psicológico e
social, indispensável para enfrentar os desafios dessa missão.
O
magistrado explica que a técnica restaurativa desperta a esperança entre os
participantes, tornando-se um recurso essencial para o bem-estar do cuidador.
Ao cultivar essa esperança no círculo, o cuidador não só melhora sua própria
qualidade de vida, mas também contribui para uma experiência mais positiva para
o paciente. “Vale lembrar que a esperança é uma jornada contínua, e não um
destino final. Buscar apoio, celebrar pequenas vitórias e cuidar de si mesmo
são formas de encontrar a força necessária para seguir essa caminhada com
positividade e resiliência”, completa.
Conheça o projeto “Cuida de Mim, Alguém Que Eu Amo Tem Alzheimer”.
Mylena Petrucelli
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
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