Família realiza teste de DNA para reconhecimento de paternidade na 7ª Expedição Araguaia-Xingu
A busca
por uma reposta ganhou um novo capítulo para o jovem servente de pedreiro
Antônio Carlos Ferreira. Durante a 7ª Expedição Araguaia-Xingu ele realizou a coleta
de exame de DNA, para ter a paternidade reconhecida pelo operador de máquinas
agrícolas Osmar Pereira Fonseca. O atendimento faz parte do projeto Pai
Presente, realizado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) por meio do Núcleo
Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (NUPEMEC). A
iniciativa oferece gratuitamente exames de DNA e promove o reconhecimento voluntário de paternidade.
“Eu vim
fazer porque tinha dúvida, né?”, contou o operador de máquinas agrícolas,
segurando firme o papel de requisição do exame. Ao lado do suposto filho, ele
aguardava a coleta do material genético. “Aproveitei o mutirão pra resolver
isso. Se der positivo, fica melhor pra se aproximar, né? As coisas melhoram um
pouco.”
O gesto
simples, mas repleto de coragem, resume o espírito da campanha: aproximar pais e filhos, transformar
incertezas em vínculos e garantir um direito previsto em lei.
Para o
servente Antônio Carlos Albuquerque
Ferreira, o exame representa a chance de responder uma pergunta que o acompanha
há anos. “Conheci agora, e viemos fazer o exame pra ver o que é que vira. Esse
mutirão ajuda muita gente. A gente que não tem condição de pagar um exame caro
vem aqui, faz e é bem atendido. Justiça é isso: proteger quem é mais fraco, dar
oportunidade”, externou o jovem.
Parceria que encurta distâncias
O gestor
do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania de São Félix do Araguaia (Cejusc), Áquila Junio Lopes Machado, explica
que levar o projeto às comunidades mais distantes é essencial.
“Na minha
comarca, o exame custa em média R$ 500. Aqui, o Pai Presente garante o serviço
totalmente gratuito. É uma oportunidade que muda vidas, porque muitos deixam de
buscar o reconhecimento por falta de condição financeira”, explicou o servidor.
Durante a
Expedição, equipes do Tribunal de Justiça, Defensoria Pública e Ministério
Público trabalharam juntas, garantindo que o resultado do exame, quando
positivo, possa resultar imediatamente no reconhecimento legal da paternidade.
Pertencimento
Mais do
que um procedimento técnico, cada coleta de DNA representa um passo em direção
ao direito à origem, ao nome e à
convivência familiar, previstos na Constituição Federal (art. 226, §7º) e regulamentados pelo Provimento nº 16 da Corregedoria Nacional de
Justiça.
A
campanha “Pai Presente” segue reafirmando o compromisso do Poder Judiciário de
Mato Grosso com a inclusão social, o
fortalecimento dos vínculos familiares e o acesso à Justiça, pilares
centrais da Expedição Araguaia-Xingu.
Porque
estar presente é mais do que um nome no registro: é fazer parte da vida de quem a gente ama.
Foto: Josi Dias
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br











