Balanço sobre a Resolução 125 do CNJ e seus avanços e desafios são abordados em Fórum Nacional
A intensa programação do 18º Fórum Nacional de Mediação e
Conciliação – Fonamec, seguiu na tarde desta quinta-feira (27) com o painel
“Sombra de Baru: 15 anos nutrindo justiça e colhendo frutos”, mediado pela
juíza auxiliar da Presidência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Viviane
Brito Rebello.
Na palestra intitulada “Presente e
futuro da mediação judicial no Brasil: balanço das políticas judiciárias da
Resolução 125/2010 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e agenda de desafios”,
a pesquisadora da Fundação Getúlio Vargas e doutoranda em Direito pela
Universidade de São Paulo (USP), Danieli Rocha Chiuzuli, apresentou os
resultados preliminares da pesquisa que tem coordenado e na qual todos os
tribunais de justiça do país são participantes.
Ela apresentou dados relativos à
predominância de sessões virtuais de mediação e conciliação, o monitoramento
estatístico feito pela maioria dos tribunais em relação às conciliações e
mediações, questões relacionadas ao cadastro dos conciliadores e mediadores,
formas de remuneração, carga de trabalho e capacitações, visando aferir a
eficiência do trabalho. Além disso, destacou que o levantamento também busca
saber se os tribunais têm atuado em parceria com câmaras privadas. A apresentação pode ser conferida no canal TJMT Eventos
no Youtube.
“O
que nós podemos perceber com o processo de historicização da nossa análise das
metas de 2009 a 2024, foi a existência de períodos com diferentes perspectivas
com relação às metas de mediação e conciliação. E até um processo de
adensamento da importância do mapeamento e da previsão de diretrizes na mediação
e conciliação nas metas do CNJ. A gente começa com metas muito tímidas, com
quase nenhuma menção à conciliação e mediação. E algo que vai ganhando um
aperfeiçoamento metodológico, ao longo do tempo”, disse Danieli Rocha.
Nesta
sexta-feira (28), ainda na programação do Fonamec, a pesquisa coordenada por
Danieli avançará para uma nova etapa, com a coleta de informações qualitativas
pelos pesquisadores da FGV, por meio de grupos focais com representantes dos
tribunais.
O
painel contou ainda com a palestra “15 Anos da Resolução 125/2010 do CNJ:
avanços e desafios”, proferida pelo primeiro vice-presidente do Fonamec, juiz
Juliano Carneiro Veiga. Segundo ele, essa resolução lançou bases para o
surgimento de inovações legislativas importantes, como o novo Código de
Processo Civil, que passou a tratar sobre os Centros Judiciários de Solução de
Conflitos e Cidadania (Cejuscs), sobre os conciliadores e mediadores, os
elevando à categoria de auxiliares da justiça. “[O novo CPC] colocou ainda a autocomposição
como centro da sistemática processual, trazendo uma primazia para a resolução
consensual de conflitos”, elencou o palestrante.
Outra
inovação legislativa apontada por ele como um avanço foi a Lei 13.140/2015,
“que também trouxe referenciais normativos muito importantes, tanto para mediação
judicial, como para a extrajudicial”, comentou. Ainda dentre os avanços
apontados na palestra, estão o crescimento de mais de 500% no número de Cejucs
no país, desde 2010, inclusive com estados que dispõem de Cejuscs em todas as
suas comarcas; o crescimento no número de capacitações, a criação de Núcleos
Permanentes de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemecs) em todos
os tribunais de justiça, bem como o surgimento do Fonamec. Confira a palestra completa no canal
TJMT Eventos no Youtube.
Celly Silva / Foto: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
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