Comarca de Marcelândia completa 19 anos reforçando acesso, eficiência e compromisso com a população
A Comarca de Marcelândia celebra, neste domingo (30 de novembro), 19 anos de instalação, reafirmando o compromisso do Poder Judiciário de Mato Grosso com uma prestação jurisdicional célere, acessível e próxima da sociedade. Desde 2006, a unidade tem sido referência regional no atendimento à população de Marcelândia e do distrito de Analândia, garantindo que cidadãos não precisem mais percorrer longos deslocamentos para exercer seus direitos.
Criada pela Lei
Complementar nº 166, de 13 de abril de 2004, a Comarca foi oficialmente
instalada em 30 de novembro de 2006 e integra a Entrância Inicial do Judiciário
mato-grossense. Atualmente, conta com uma estrutura composta por 10 servidores
efetivos, três comissionados, um magistrado e Vara Única, que acumula 2.293
processos em tramitação.
Ao longo de
quase duas décadas, diversos juízes e juízas contribuíram para o fortalecimento
da Comarca de Marcelândia, assumindo a direção do Fórum em diferentes períodos.
Já estiveram à frente da unidade: Dr. Cleber Luiz Zeferino de Paula (2006), Dr.
Jacob Sauer (2007), Dr. Anderson Candioto (2008), Dra. Patricia Cristiane
Moreira (2011), Dr. Silvio Mendonça Ribeiro Filho (2012), Dr. Adaldo Quintino
da Silva (2015), Dr. Rafael Siman Carvalho (2016 e 2018), Dra. Thatiana dos
Santos (2019, em substituição legal), Dr. Pedro Antonio Mattos Shimidt (2022) e
Dra. Érika Crisina Camilo Camin (2022). Atualmente, a unidade tem como juíza titular
Louisa Rachel Medeiros Florentino Imperador, que ocupa o cargo em substituição
legal, mas está de licença médica. Por isso, o Fórum conta com a atuação da juíza
de Direito, Thatiana dos Santos, em substituição legal.
Além do
trabalho jurisdicional, a Comarca desenvolve ações voltadas ao público interno
e externo, priorizando a qualidade dos serviços, o atendimento humanizado e
iniciativas que fortalecem o vínculo com a comunidade local.
História
construída em conjunto
Entre as
histórias que marcam essa trajetória, destaca-se a atuação de servidores que
acompanham a Comarca desde sua instalação, como a analista judiciária Lovania
Beatriz Zeretzki, que relembra o impacto da chegada do Judiciário na região. “A
instalação da Comarca foi um grande anseio da população e representou um avanço
significativo, trazendo o acesso à Justiça para mais perto de quem dela
dependia. Antes disso, a comunidade viajava quase 130 quilômetros para
participar de audiências, um desafio que impactava diretamente o exercício de direitos”,
relata.
Lovania
participou da comissão de construção e implantação da Comarca e conta que
deixou a advocacia para assumir um novo papel na missão de promover Justiça.
“Ao longo
desses 19 anos, testemunhei profundas mudanças, como a digitalização dos
processos e o teletrabalho, algo inimaginável há poucos anos. Foram muitos
desafios e conquistas. Sigo com o mesmo orgulho e compromisso, certa de que
servir ao Poder Judiciário é contribuir para a construção de uma sociedade mais
justa e acessível”, afirma a servidora.
Compromisso que
supera distâncias
A trajetória da
Comarca também é marcada pela dedicação de magistrados e magistradas que
atuaram na região. A juíza substituta Dra. Thatiana dos Santos relembra o
período em que exerceu a jurisdição em Marcelândia e destaca os desafios
vividos e as transformações que acompanharam o Judiciário nos últimos anos.
“Exercer a
função de juíza na Comarca de Marcelândia foi uma experiência marcada por
desafios singulares e por profundo compromisso com a prestação jurisdicional.
As longas distâncias percorridas em estradas de chão e a necessidade de
presença constante no Fórum para a realização de audiências exclusivamente
presenciais exigiam preparo, dedicação e elevado senso de dever público”,
relata.
Segundo a magistrada,
o avanço tecnológico mudou de forma significativa a realidade do trabalho. “Com
o passar dos anos, testemunhamos uma profunda transformação nos Tribunais de
Justiça, impulsionada pela digitalização dos processos, pelas audiências por
videoconferência e pelos meios de comunicação processual à distância. Caminhos
antes longos foram encurtados, e as respostas aos jurisdicionados tornaram-se
muito mais ágeis”, destaca.
Para Dra.
Thatiana, essa modernização ampliou o acesso à Justiça e fortaleceu o vínculo
da instituição com a população. “A tecnologia se consolidou como instrumento
essencial para aprimorar a atividade judicante e garantir que cidadãos de
regiões distantes recebam atendimento célere e seguro”, complementa.
Adellisses Magalhães
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
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