Fórum de Rondonópolis recebe Banco Vermelho e reforça alerta sobre o feminicídio
O Fórum da Comarca de Rondonópolis recebeu, na tarde desta
segunda-feira (24 de novembro), o Banco Vermelho, símbolo nacional de
conscientização e enfrentamento ao feminicídio.
O Banco Vermelho é uma política pública instituída pela Lei
nº 14.942/2024, que determina a instalação de bancos pintados na cor vermelha
em espaços públicos, acompanhados de mensagens reflexivas e informações de
apoio. A proposta visa provocar reflexão, homenagear vítimas e estimular ações
de enfrentamento à violência de gênero.
A coordenadora da Coordenadoria Estadual da Mulher em
Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), desembargadora Maria
Erotides Kneip, afirmou que o Banco Vermelho é uma política pública que busca
transformar a percepção social sobre o tema. “A ideia é trazer um banco que
chame a atenção. Os bancos das praças normalmente são cinzas, marrons, cor de
cimento. O Banco Vermelho vem mostrar, pela cor, o sangue derramado das vítimas
e lembrar que precisamos vencer o feminicídio. É também um convite à denúncia e
ao acolhimento. O Poder Judiciário está trabalhando intensamente para combater
o feminicídio, junto com o CNJ, para buscarmos o feminicídio zero”, pontuou.
A diretora do Fórum, juíza Aline Luciane Ribeiro Viana
Quinto Bissoni, destacou que o símbolo ganha ainda mais relevância diante dos
índices registrados em Mato Grosso. “Essa ação faz parte projeto do Feminicídio
Zero, e o símbolo dele é um banco gigante vermelho que representa o sangue das
mulheres que foram vítimas da violência doméstica e familiar no seu grau mais
alto, num crime que é irreversível. O banco vermelho simboliza essa luta para
reduzirmos o número de feminicídios e, em especial aqui em Mato Grosso, onde
infelizmente hoje o número é muito alto. Esse símbolo dentro do Fórum é muito
importante, no sentido da reflexão e também do combate”, disse.
Somente entre janeiro e outubro de 2025, Mato Grosso
registrou 46 feminicídios, um aumento de 18% em relação ao mesmo período de
2024, que obteve 39 casos registrados. Os dados reforçam a preocupação expressa
durante o ato.
A vereadora licenciada Luciana Horta, responsável por
implementar o projeto Feminicídio Zero na região sul do estado, lembrou que a ação
começou em Cuiabá, com a participação da desembargadora Maria Erotides Kneip, e
percorreu diversos municípios antes de chegar ao Fórum.
“O Banco Vermelho veio como um sinal de alerta, para que as
pessoas observassem aquele banco diferente, gigante, e tomassem consciência de
que precisamos falar sobre o feminicídio. Esse banco foi itinerante, rodou
grande parte dos municípios da região sul. Mais de 200 mil pessoas tiveram
contato com o Banco Vermelho, com panfletagem sobre violência doméstica e feminicídio.
Hoje o deixamos no lugar que ele merece estar, onde as mulheres buscam apoio e
socorro”, relatou.
O ato contou ainda com a presença da desembargadora
aposentada Maria Aparecida Ribeiro; do juiz Wanderlei José dos Reis, titular da
2ª Vara de Família e Sucessões; da juíza Maria Mazarelo Farias Pinto, titular
da Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar de Rondonópolis; da
representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Rondonópolis, Priscila
Raimundi; do secretário municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Carlos
Alberto Pereira Júnior; do superintendente municipal de Políticas para
Mulheres, Francisco Lucena; além de vereadores e servidores do Fórum.
Emily Magalhães / Foto: Josi Dias
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
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