Mediação e conciliação ampliam soluções pacíficas de conflitos em MT
Ao longo de 2025, o Poder Judiciário de Mato Grosso avançou de forma consistente na consolidação da mediação e da conciliação como políticas judiciárias prioritárias, em alinhamento direto com as metas nacionais estabelecidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Mais do que cumprir metas
institucionais, o investimento nos métodos consensuais representa uma mudança
na forma de atender o cidadão, ao priorizar o diálogo, a construção de acordos
e os impactos reais na pacificação social e no acesso à Justiça.
Em Mato Grosso, essa
diretriz nacional foi traduzida em ações concretas que envolveram capacitação
de servidores, integração de unidades judiciárias, realização de eventos de
alcance nacional e ampliação do atendimento à população, inclusive em regiões
mais distantes dos grandes centros.
Política
judiciária que sai do papel
No balanço de 2025, o Poder Judiciário
de Mato Grosso (PJMT) se destacou no cumprimento das metas do CNJ, alcançando
154,85% na Meta 3, que incentiva a conciliação e os acordos, e figurando em
primeiro lugar nacional no indicador.
A atuação do Núcleo
Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) e dos
Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejuscs) foi central
nesse processo.
Ao longo do ano, os 49
Cejuscs do estado realizaram milhares de audiências de mediação e conciliação,
incluindo mutirões com pautas que envolveram centenas de casos, evidenciando o
alcance dessas práticas na vida dos cidadãos.
Capacitação
como pilar estratégico
Outro eixo fundamental foi o
investimento na formação contínua de magistrados e servidores. A capacitação
promovida junto à Corregedoria-Geral da Justiça, com foco em técnicas de
mediação e conciliação, reforçou competências essenciais como escuta ativa,
comunicação não violenta e condução qualificada do diálogo entre as partes.
Mato
Grosso no centro do debate nacional
O protagonismo do Poder
Judiciário mato-grossense também se evidenciou no cenário nacional. Em 2025, o
estado sediou o 18º Fórum Nacional de Mediação e Conciliação (Fonamec),
reunindo representantes de tribunais de todo o país para debater desafios,
avanços e perspectivas da política judiciária de autocomposição.
O evento está alinhado às
diretrizes da Resolução CNJ nº 125/2010, que instituiu a Política Judiciária
Nacional de Tratamento Adequado dos Conflitos, e destacou iniciativas que
fortalecem a conciliação como instrumento de transformação social.
Justiça
mais próxima do cidadão
As ações também avançaram
para além dos fóruns. Projetos levaram os serviços do PJMT a comunidades e
municípios do interior, com a implantação de polos de justiça e cidadania em
espaços alternativos. A iniciativa ampliou o acesso da população à mediação e à
conciliação, aproximando ainda mais a Justiça do cidadão.
Impactos
diretos na pacificação social
A consolidação da mediação e
da conciliação gera impactos diretos na vida das pessoas, como a redução do
tempo para solucionar conflitos, a diminuição de custos financeiros e
emocionais e o aumento do cumprimento voluntário dos acordos.
Ao priorizar esses métodos,
o Poder Judiciário contribui diretamente para a construção de uma cultura de
diálogo, prevenção de novos conflitos e promoção de relações sociais mais
equilibradas.
Emily Magalhães
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
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