Ouvidoria da Mulher do TJMT amplia proteção por meio de práticas com perspectiva de gênero
A proteção às
mulheres em situação de violência ganhou mais força no Poder Judiciário de Mato
Grosso. A Ouvidoria da Mulher, criada em 2021, passou a ser conduzida pela
desembargadora Maria Erotides Kneip
em novembro deste ano. A magistrada, reconhecida pela atuação na defesa dos
direitos das mulheres, é também coordenadora da Coordenadoria Estadual da
Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher).
A escolha,
aprovada por unanimidade pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça de Mato
Grosso (TJMT), foi sugerida pelo ouvidor-geral do Poder Judiciário estadual,
desembargador Rodrigo Roberto Curvo,
e marca um novo momento para a política institucional de enfrentamento à
violência contra a mulher.
Um canal
que precisa ser forte, sensível e eficiente
Para a
ouvidora, a missão da Ouvidoria da Mulher é clara: acolher com responsabilidade
e transformar denúncias em respostas efetivas.
“A Ouvidoria da Mulher é um canal de atendimento e precisa estar muito
bem equipada, estruturada para receber as notícias e tratá-las de maneira
competente, para apresentar resultado. Que essa ouvidoria seja mais uma
política para impedir o aumento dos índices de crimes contra as mulheres e das
violações de direitos humanos”,
afirma a desembargadora Maria Erotides.
Para a
magistrada, o compromisso da Justiça deve ser inegociável, inclusive no que diz
respeito à condução dos processos judiciais que envolvem violências de gênero.
“A agressão processual é gravíssima. Nós, magistrados, precisamos tratar
os julgamentos com perspectiva de gênero, como determina o Conselho Nacional de
Justiça. A revitimização não pode partir de nós”, ressaltou.
Segundo ela,
a atuação da Ouvidoria da Mulher é parte essencial do compromisso
constitucional do Judiciário.
“Nosso compromisso é garantir direitos, preservar direitos e tratar
adequadamente as notícias de crime, punindo os agressores”, garantiu.
Como a
Ouvidoria funciona
A Ouvidoria
da Mulher é um espaço de escuta ativa onde qualquer mulher, ou qualquer pessoa
que testemunhou violência, pode denunciar agressões, buscar informações ou
relatar violações de direitos. Não é necessário ter vínculo com o Judiciário
para utilizar o serviço.
O canal está
aberto para:
·
Denúncias
de violência doméstica e familiar;
·
Pedidos
de informação sobre processos em varas especializadas;
·
Reclamações,
elogios, críticas e sugestões referentes ao atendimento judicial;
·
Solicitações
relacionadas a direitos das mulheres.
A
manifestação pode ser feita pelo site do TJMT, no formulário da Ouvidoria, pelo
e-mail ouvidoria@tjmt.jus.br, ou pelo aplicativo Clickjud.
Apesar de a identificação
ser obrigatória, conforme o Regimento Interno, todo o conteúdo é sigiloso e a
proteção da mulher é prioridade.
Vitória Maria Sena / Foto: Josi Dias
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
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