Cuiabá e Várzea Grande aderem à Central de Conciliação de Saúde Pública do Poder Judiciário Estadual
Em busca de agilidade na
resolução de conflitos na área da saúde, os municípios de Cuiabá e Várzea
Grande se uniram ao Poder Judiciário de Mato Grosso e ao governo estadual, para
a criação da Central de Conciliação de Saúde Pública. A iniciativa, lançada
durante reunião realizada nesta segunda-feira (03 de fevereiro), na sede do
Tribunal de Justiça de Mato Grosso, visa informar o cidadão de forma objetiva,
rápida e qualificada, sobre seu procedimento médico, promovendo soluções
eficientes para a população.
O presidente do TJMT,
desembargador José Zuquim Nogueira abriu a reunião, que contou com
representantes das Secretarias de Saúde estadual e municipais de Saúde, além do
Ministério Público (MPMT), Defensoria Pública (DPMT) e o Núcleo Permanente de
Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec).
A ação é coordenada pelo juiz
auxiliar da Presidência do TJMT, Agamenon Alcântara Moreno Júnior, que informou
que a próxima etapa do projeto será a visita ao local cedido pela Secretaria de
Estado de Saúde (SES-MT) para o funcionamento da Central, prevista para a
próxima semana.
Agamenon Moreno explicou que após
várias reuniões realizadas com o Governo do Estado, por meio da Secretaria
Estadual de Saúde, MPMT e DFMT para definir o funcionamento e o fluxo da
Central, os municípios foram chamados.
“Queremos ter num mesmo ambiente
a Regulação da Saúde do Estado e dos dois municípios, a Defensoria, o
Ministério Público e o Cejusc da Saúde. Queremos oferecer ao cidadão, num mesmo
lugar, uma informação qualificada, para que ele possa a partir daí saber tudo
sobre o procedimento que vai fazer. E se ele entender que levará muito tempo
para ser realizado, haverá a possibilidade de procurar a Defensoria e o
Ministério Público, que estarão presentes para entrar com um pedido de
conciliação prévia ou judicializar o processo”, explicou o magistrado, que atua
na Vara da Saúde de Várzea Grande.
O promotor de Justiça, Milton Matos
da Silveira Neto, elogiou a iniciativa do Poder Judiciário. De acordo ele, a
Central é “da mais alta importância", pois oferece informação precisa para
o cidadão que necessita de uma cirurgia e que muitas vezes se sente perdido sem
saber onde ir ou a quem recorrer. Ele destacou que a Central pode trazer outros
benefícios além da prestação de serviço direto ao cidadão.
“O funcionamento da Central pode
trazer uma compilação de dados e informações importantes sobre a demanda por
serviços de saúde para que o Estado e os municípios possam investir os seus
recursos de forma mais eficiente. É mais vantajoso para os cofres públicos que
o Estado ou o município ofereçam o serviço de saúde do que sejam obrigados a
fazê-lo por meio de processos judiciais. A Central pode ajudar a prevenir esses
processos, beneficiando tanto o cidadão quanto o sistema de saúde. Todos saem
ganhando e por isso eu parabenizo mais uma vez o Poder Judiciário”, disse ele.
Para a prefeita de Várzea Grande,
Flavia Moretti, os problemas relacionados à saúde não se resolvem sozinhos e é
preciso montar uma força-tarefa. Ela falou sobre a Vara da Saúde, implantada em
2019 na cidade, disse que o momento atual é de evolução e há a necessidade da
mediação para que as pessoas tenham mais segurança e não haja necessidade da
judicialização.
“Que Estado e municípios façam
seu papel de forma pré-processual, sem a necessidade de judicializar o acesso à
saúde. Várzea Grande vai participar dessa Central proposta pelo Poder
Judiciário. É uma outra maneira de avançar no atendimento à saúde do cidadão
várzea-grandense”, disse Moretti.
A secretária de Saúde de Cuiabá,
Lúcia Helena Barbosa Sampaio, afirmou que o município tem um grande número de
processos relacionados à Saúde e que a Central deve auxiliar na baixa desses
processos.
“Temos uma demanda razoavelmente
grande de ações que são judicializadas e que não precisariam ser. O objetivo é
esse, mas a gente não precisa judicializar. Concilia antes e resolve mais
rápido. Sem dúvidas é uma boa alternativa e uma iniciativa muito positiva.”
Flávia Borges / Foto: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
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