Mutirão: Semana Nacional de Regularização Tributária ocorrerá entre os dias 17 a 21 de março

A medida atende à Resolução 471/2022 do Conselho
Nacional de Justiça (CNJ) e tem o objetivo de estimular o uso de métodos
consensuais de solução de litígio na área tributária, como a conciliação, além
de enfrentar a alta litigiosidade, garantindo isonomia dos contribuintes,
eficiência do fisco, segurança jurídica a todas as partes envolvidas e
celeridade processual.
Assinam o termo de cooperação o corregedor-geral da Justiça,
desembargador José Luiz Leite Lindote; o presidente do Núcleo Permanente de Métodos
Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), desembargador Mário Roberto Kono
de Oliveira; o supervisor do Núcleo de Cooperação Judiciária, desembargador
Wesley Sanchez Lacerda; o procurador-geral adjunto do Estado, Luiz Otávio Trovo Marques de Souza;
e o procurador-geral do Município de Cuiabá, Luiz Antônio Araújo Júnior.

Durante a Semana de Regularização Tributária, o Centro
Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) da Fazenda Pública irá
agendar as audiências de conciliação dos processos judiciais previamente
informados pelas Procuradorias do Estado e de Cuiabá, além de orientar os conciliadores e os
servidores do Estado e do Município de Cuiabá que atuarão nas negociações.
Também ficará a cargo do Cejusc da Fazenda Pública a
homologação dos acordos firmados, no mutirão, nos procedimentos não
judicializados, a fim de constituir título executivo judicial e evitar a
judicialização. No caso dos processos judiciais previamente informados pelas
Procuradorias, o Cejusc da Fazenda Pública realizará as audiências de
conciliação e encaminhará os acordos firmados para homologação do Juízo de
origem.
Conforme
os termos de cooperação, no caso das dívidas com o Estado, haverá redução de multa e juros para tributos cujo fato gerador
tenha ocorrido até 31 de dezembro de 2020. Já no caso das dívidas com o
Município de Cuiabá, também haverá redução
de multa e de juros para tributos, nos termos previsto na legislação vigente.

Araújo
informa que o Município de Cuiabá tem recebíveis que chegam a quase R$ 1
bilhão, referentes a débitos tributários, multas ambientais e de trânsito. “Alguns
estão ajuizados, outros não. Nessa conciliação, será uma oportunidade de ter boa
parte desses créditos recuperados. Que os munícipes possam vir a negociar com o
Município, diante dos descontos que nós temos de 95% nos juros e nas multas no
pagamento à vista, podendo chegar até 50%, a depender da quantidade de parcelas.
É uma oportunidade excelente também para que possam parcelar os seus débitos em
até 48 vezes. É uma plataforma muito interessante em parceria com o Poder
Judiciário”, comenta.
O procurador-geral
adjunto do Estado, Luiz Otávio Trovo
Marques de Souza, também aponta os benefícios da parceria com o Judiciário
estadual, na Semana de Regularização Tributária. “Com essa
parceria, o Estado busca dar segurança ao contribuinte e flexibilizar a forma
de recebimento, colocando prazos e descontos. Pra nós também é muito
interessante para desafogar um pouco o número de processos de execução fiscal, que
hoje é uma realidade no Brasil”.
Segundo o procurador, atualmente, a dívida ativa do Estado de Mato Grosso é de aproximadamente R$ 40 bilhões. “Para nós, qualquer forma de arrecadar é interessante. O que importa é a gente dar segurança jurídica ao contribuinte que deve, que ele regularize a situação perante o Fisco. Isso é o mais importante porque ele estando com pendências fiscais, ele fica tolhido de vários benefícios, inclusive para empresa, para questão de emprego e isso atinge a toda a população”.
Estiveram presentes na reunião de assinatura dos termos os juízes auxiliares da Presidência e da CGJ-MT, respectivamente, Emerson Cajango e Jorge Alexandre Martins Ferreira, e a juíza coordenadora do Nupemec, Helícia Vitti Lourenço.
Foto: Josi Dias
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
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