Explicando direito: entenda sobre colaboração premiada na entrevista com o advogado Valber Melo
Já
está no ar a 47ª edição do programa “Explicando direito”, com uma entrevista
com o professor e advogado criminalista Valber Melo, que fala sobre os aspectos
controvertidos da colaboração premiada. Valber, que é doutor em Direito pela
Universidade Museo Social Argentino e mestre em Direito pela Universidade
Autônoma de Lisboa, foi entrevistado pelo juiz coordenador das atividades
pedagógicas da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT),
Antônio Veloso Peleja Júnior.
Professor
de Direito Penal e Processo Penal da Escola Superior de Advocacia de Mato
Grosso, o advogado conversou com o magistrado sobre o livro de sua coautoria
intitulado “Colaboração premiada: aspectos controvertidos”, cuja primeira
edição foi lançada em 2018 e a segunda edição foi atualizada com o “Pacote
Anticrime” (2020).
“Somente
em 2013, com a definição do conceito de organização criminosa pelo legislador,
é que trouxe o melhor regramento para o assunto colaboração premiada como meio
de obtenção de prova. E aí, em 2014, nós temos o marco da operação Lava Jato,
que foi o grande laboratório das colaborações premiadas que proliferaram Brasil
afora, em vários locais da federação. E basicamente o Pacote Anticrime veio
trazer um regramento mais específico sobre o uso indevido das colaborações
premiadas”, explicou.
Conforme
explicou o professor, colaboração premiada nada mais é do que aquele sujeito
que, além de revelar os crimes praticados por ele, identifica os demais autores
e a estrutura hierárquica em relação à organização criminosa da qual participou,
ou seja, delatando outras pessoas. Na entrevista, ele fala sobre os excessos da
colaboração premiada, sobre colaborações cruzadas, fixação de pena em violação
ao Código Penal e à Lei de Execuções Penais, Justiça Penal negociada, entre
muitos outros temas.
Segundo
o advogado, o Pacote Anticrime trouxe vários avanços. “Antes, o colaborador era
quase que um confessionário. De 2013 até 2020, então ele ia colaborar, quando
ele procurava o Ministério Público, ele não tinha uma pauta específica. Praticamente
era obrigado a confessar tudo que fez nos anos anteriores, ainda que não tivesse
uma relação específica com aquele fato. O pacote veio e disse ‘Olha, a
colaboração tem que ser estrita nos limites do que ele está sendo investigado e
não abrir aquele flanco para virar um verdadeiro confessionário e assim por
diante’.”
Clique neste link para assistir ao programa.
O
Explicando Direito é uma iniciativa da Esmagis-MT, que tem como objetivo
desenvolver conhecimento sobre temas jurídicos e sociais, visando ao
aperfeiçoamento das relações humanas.
Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail esmagis@tjmt.jus.br ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.
Lígia Saito
Assessoria de Comunicação da Esmagis - MT
esmagis@tjmt.jus.br
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