GMF-MT apresenta Plano Pena Justa e demais ações ao presidente e à Corregedoria-Geral da Justiça
Na tarde desta quarta-feira (23
de abril), o Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e
Socioeducativo (GMF) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) apresentou ao
presidente da Corte, desembargador José Zuquim Nogueira, e à Corregedoria‑Geral
da Justiça (CGJ‑TJMT) o Plano Pena Justa,
iniciativa nacional do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e da União. Durante o
encontro na sede do Tribunal, em Cuiabá, foram detalhadas as metas para o
biênio 2025-2026 e temas importantes para o aprimoramento do Sistema Prisional
e Socioeducativo do estado. O supervisor do GMF, desembargador Orlando Perri,
participou da reunião.
O Plano Pena Justa consiste em
um conjunto de medidas integradas para melhorar a gestão prisional, garantir a
dignidade dos apenados e promover sua reintegração social. Entre as metas
prioritárias apresentadas está a instalação da Central de Regulação de Vagas
(CRV).
Após a explanação sobre o Plano Pena Justa, o GMF detalhou outros pontos discutidos na reunião:
Central de Regulação de Vagas (CRV): O Tribunal de Justiça de Mato Grosso está um passo à frente na pauta do Plano Nacional, com tratativas sendo realizadas desde 2022.
A CRV funciona como um sistema de
gestão que permite ao Judiciário monitorar a disponibilidade de vagas em cada
unidade prisional, facilitando a transferência de presos entre unidades e a
tomada de decisões judiciais que impactam a ocupação carcerária. A meta do CNJ
é que, em três anos, as Centrais estejam instaladas nas 27 unidades da
federação.
De acordo com a Secretaria de
Estado de Justiça, Mato Grosso registrava 14.210 pessoas privadas de liberdade
em 17 de abril de 2025. Com o Plano Pena Justa como prioridade, o Tribunal
avança na elaboração, implementação e monitoramento de um sistema prisional
mais humano e eficiente, alinhado às determinações do Supremo Tribunal Federal
e às resoluções do CNJ.
A efetivação das medidas do Plano Pena Justa foi prioridade nas discussões do Conselho de Presidentes dos Tribunais de Justiça do Brasil (Consepre), realizado em março deste ano, em Florianópolis (SC), onde o presidente José Zuquim esteve presente nos debates. Na carta divulgada ao fim do evento, os presidentes decidiram priorizar as decisões e os esforços dos Tribunais e dos GMF´s, na elaboração, implementação e monitoramento dos planos Estaduais e Distrital.
Comitê Estadual de Políticas
Penais: Constituído por mais de 40 representantes do Judiciário, Executivo e
sociedade civil, o Comitê se reuniu em março, logo após o lançamento do Plano
Pena Justa, para definir regimento interno, câmaras temáticas e calendário de
atividades.
Prioridades 2025–2026: O GMF elencou suas demais ações, como fortalecimento de programas de educação e trabalho para apenados, e estratégias de reinserção social visando reduzir índices de reincidência.
O presidente, José Zuquim, se
colocou à disposição para “atuar e auxiliar no que for necessário para que o
andamento das atividades do GMF prossiga e se fortaleça”.
O coordenador do eixo Penal do
GMF, juiz do Núcleo de Execução Penal de Cuiabá, Geraldo Fernandes Fidelis
Neto, afirmou que a conversa com o presidente e com o juiz auxiliar da
Corregedoria, João Filho de Almeida Portela, que representou o corregedor José
Lindonte, foi importante para o Grupo de Monitoramento, para que o presidente e
o corregedor tenham conhecimento das ações para “ver o que pode ser integrado,
melhorado e concatenar essas ações".
O magistrado ressaltou a importância
de o TJMT estar alinhado ao CNJ e ao Departamento de Monitoramento e
Fiscalização (DMF), construindo políticas de Estado para um tema sensível como
a questão carcerária. “É essencial que a Presidência do TJMT esteja ciente do
que está sendo realizado para que se construa realmente um trabalho, de uma
política de estado, enquanto Poder Judiciário na atenção de uma questão tão
sensível que é a questão carcerária", afirmou o magistrado.
"Nós conversamos sobre várias
questões, inclusive sobre a atenção às pessoas que, um dia, sairão da cadeia,
para que não retornem para o crime. Buscar a reinserção social com trabalho,
com educação, com reintegração realmente, na sociedade", disse o
coordenador.
Também participaram da reunião a juíza auxiliar do GMF-MT, do eixo Alternativas Penais, Edna Ederli Coutinho; o gestor administrativo do GMF, Lusanil Cruz; a assistente técnica estadual Programa Fazendo Justiça (CNJ/PNUD), Nayanne Amaral, e outros servidores do GMF.
Marcia Marafon / Foto: Josi Dias
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
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